domingo, 13 de outubro de 2013

Que se lixem os remediados

Paulo Portas acabou de anunciar ao país que os cortes nas pensões de sobrevivência só se aplicarão aos remediados. A minha avó, que faleceu há 30 anos, usava essa palavra.Nascida no início do século passado e tendo vivido a maior parte da sua vida no Estado Novo, dividia , quanto a rendimentos, os cidadãos em ricos, remediados e pobres. O Dr. Paulo Portas também. Como os ricos não pagam impostos em Portugal, preferindo a Holanda, os pobres já estão paupérrimos, vamos aos remediados, para assim ficarmos só com pobres. Uma das coisas que me chocou no 25 de Abril e no discurso da esquerda da época foi a tentativa de nivelar tudo por baixo. Passados estes anos todos, será que estamos na mesma? Eu quero a reforma do Estado, o fim dos, abusivos, privilégios dos ex titulares de cargos públicos ou políticos, das Fundações dos Marocas da vida. isto é que não! Não quero um país onde as regras mudam todos os dias, o Estado pode e faz tudo impunemente e em que o Tribunal Constitucional vota em causa própria, na defesa dos interesses dos seus membros, custe o que custar ao resto da população. Deve haver uma maneira para resolver isto. Aceitam-se sugestões.

domingo, 29 de setembro de 2013

Grande fim de semana para os portugueses

Rui Costa, JOÃO Sousa, António Felix da Costa e os meninos da Vela foram todos vencedores e ilustres representantes da nossa pátria. Muitos parabéns para todos. Que tal mandar o Dr. Portas falar com os srs. Da Troika, já de seguida, com ou sem "sound bites"? É que "marés" destas são para aproveitar.

sábado, 24 de agosto de 2013

Tiago Bettencourt & MANTHA - Eu Esperei

Eu, que me achava mais perdida do que à espera, mais independente do que integrante do que quer que fosse - quanto mais de um povo, de uma nação - vi em mim vontade de mudança através de uma música. Vi que sou mais Portugal do que pensava.
É ridículo que seja necessária uma música para me fazer ver - mas ao menos eu já vejo! É incrível como passados tantos anos a poesia continua a ser a melhor forma de descrever a nossa realidade.

Mas a verdade é que os sonhos continuam a arder em troca de qualquer futuro. As mentiras continuam a não passar de mentiras e a Justiça que é cega, ou devia ser, não faz jus à sua estátua. Todos se queixam mas ninguém dá os braços pela pátria. Revoltam-se mas não muito, mas não mudam. 
A geração que teve tudo e de tudo, que deveria fazer tudo para que os sonhos fossem o futuro baixa os braços e enche de saudade os corações daqueles que alguma vez pensaram ter feito mudança.
O país da justiça que vê, em troca de um povo cego que fala de fado como se o sentisse. Ou que só fala e prefere reconfortar-se com doces mentiras. 
A verdade é que sempre fomos fado. Mesmo quando ainda não o éramos, quando tivemos o mundo. Até aí já éramos fado.
E a democracia que veio substituir a ditadura mas que vem apenas como ilusão. Ao menos antes sabíamos com o que contar. Eu ainda espero que o meu povo acorde do fado eterno.



Mariana


quarta-feira, 3 de julho de 2013

Tempos intensos e assustadores

Nas últimas 48 horas assistimos a uma sucessão de factos históricos, a saber: O Ministro Gaspar demitiu-se, assumindo que já o desejava fazer há nove meses. Evo Morales, que viajava, partindo de Moscovo, foi impedido de aterrar o seu avião nos quatro países do Sul da Europa, com a justificação de que poderia seguir a bordo um informático da CIA, de seu nome Snowden, que revelou ao Mundo um dos maiores escândalos de atentado à privacidade e de espionagem, praticados pelos EUA. Como resultado França, Espanha, Itália e Portugal podem ver os seus diplomatas expulsos. A Presidente Dilma já veio condenar a atitude destes países. Tudo isto se passava enquanto Portas pedia a demissão, aparentemente por não concordar com escolha da sucessora de Gaspar. Quando se esperava a demissão do Primeiro Ministro , veio um discurso que revela um desnorte e uma falta de lucidez. No dia seguinte a Bolsa perde 3 000 Milhões e os juros sobem para níveis de 2011, antes do resgate. Todos os investidores fogem e até conseguimos contagiar outras Bolsas e desvalorizar o Euro. Depois da Primavera no Egipto , cai Morsi, aparentemente a pedido dos seus eleitores e com a cumplicidade dos Militares.Resumindo, no Cairo voltaram à "casa da partida". O Rei da Bélgica abdica... Tinha de ser hoje. Manifestantes anti-governamentais Angolanos pedem apoio a Obama para mudar o poder , no seu país. A esta hora, depois de o CDS ter reunido, Passos e Portas estão reunidos.Não deveriam ter reunido há mais tempo? Teriam evitado cenas tristes e perda de riqueza, do país e das empresas, prejudicando ainda mais os seus eleitores. O que nos reservará o dia de amanhã? Não quero estes senhores, não vejo outros que possa querer, não quero eleições (até porque o resultado pode ser o mesmo e não ,havendo maioria absoluta, poderá ser mais confuso). Será que se acham no direito de poder , com teimosia,colocar em risco a vida de um povo que, com mais sentido de responsabilidade e de Estado do que eles, tem aguentado tudo , estoicamente. Amanhã demitem a Maria Luís? Vamos esperar que amanhã as Coreias fiquem calmas, que Moçambique não tenha mais convulsões, que o Brasil resolva os problemas de corrupção, que não morram mais homens no Iraque , que acabe a Guerra na Síria e que o gigante chinês não acorde.Já agora , a economia na Rússia, que já apresenta sinais negativos,renove o seu crescimento. Depois disto tudo, que se encontre um milagre para sair deste buraco.Que a lucidez impere na reunião entre Pedro e Paulo e que estes "apóstolos" iluminem a nossa vida.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Paulo Portas

Paulo Portas demitiu-se. Uma demissão oportunista, que já se esperava e vem na sequência de comportamentos similares anteriores. A traição, a instabilidade emocional e o populismo estão no seu Adn. Só espero que os eleitores, desta vez, não se esqueçam e o retirem definitivamente da cena política.  O País merecia mais.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Sindicatos e parceiros sociais

Fala-se muito dos sindicatos, da sua contestação ao governo, das greves, do seu poder. O que ninguém nunca aborda é a representatividade efectiva dos mesmos. Por exemplo, nunca se perguntaram qual era a percentagem de bancários inscritos e a pagar quotas ao seu sindicato? Ou os professores? Ou... Também nunca se vê a afirmação clara que, na prática, os sindicatos são uma mera extensão dos partidos, nomeadamente o PCP e o PS, sendo por estes completamente instrumentalizados. Ou então como é que se explicaria a sua agenda claramente política? Ou a filiação partidária dos seus dirigentes? Aliás estes também representam um aspecto interessante de para análise. Perpetuam-se nos lugares dirigentes. Alguns estão no sindicato há mais de 30 anos. Como é que podem representar os seus associados nas questões laborais se já nem se lembram do que é trabalhar? Para terminar só queria também referir que tenho as mesmas dúvidas no que diz respeito à real representatividade que as confederações patronais têm relativamente à maioria do tecido empresarial português. Em conclusão, se não há real representação dos cidadãos nos partidos políticos também não será nos chamados parceiros sociais que a vamos encontrar.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Celebrar a vida

Nestes tempos difíceis que o País atravessa, onde todos temos que enfrentar dificuldades nunca esperadas, parece que a vaga de descrença e desesperança é demasiado forte para ser contrariada. Parece, mas não é, nem deverá ser. É precisamente nestes momentos que temos que dar valor à vida e aquelas muitas vezes pequenas coisas que lhe dão um valor inestimável. Um dia de sol. Um beijo dos filhos. O carinho da família. A saúde. Ler um livro, sentado à sombra de uma árvore. Em qualquer circunstância temos o dever de sermos o mais felizes que podermos. Para isso, não nos podemos esquecer de valorizar as partes boas da vida.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Mário Soares

É uma pena assistir à continua degradação da imagem pública de pessoas que não o mereciam. Mas a sede de protagonismo, a auto-estima excessiva e a idade avançada embaciam a clareza de pensamento. Refiro-me a Mário Soares. Desde que abandonou a presidência da república não foi capaz de manter o distanciamento que se lhe pedia. Pelo contrário, continuou a intervir - muitas vezes mal -  a ser candidato - e a ser copiosamente derrotado e humilhado - enfim a degradar continuamente a imagem de pai da democracia que lhe era devida. O ponto alto da queda aconteceu na passada semana. A demagogia subiu a altos nunca antes alcançados. O objectivo da conferência que realizou era apenas o de derrubar o governo. Respondendo à questão do que aconteceria depois, teve o displante de responder que isso já não seria com ele! E o País? E as consequências negativas? Tudo isto vindo de alguém que quando foi primeiro ministro pôs o socialismo na gaveta em nome do interesse nacional...
O melhor que este senhor poderia fazer hoje pelo País seria remeter-se ao silêncio e dar lugar a quem tem uma postura séria e responsável.

domingo, 19 de maio de 2013

Há Gatsbys e Gatsbys


Como sabem, já existiram quatro versões do Grande Gatsby, uma delas , a versão da obra de Fritzgerald, de 1974, marcou a minha adolescência. Talvez por ter deixado uma doce reminiscência romântica , o Gatsby tinha que ser visto de novo. O Filme foi estranho, com muitos efeitos e levando ao exagero alguns aspectos do Guião. Tanto estranhei que fui à FNAC comprar o de 1974. (sim eu compro filmes e musicas). Este sim é o meu Gatsby e não tem a ver com o Di Caprio ser mais feio do que o Robert Redford. Com muitas frases iguais, até a imagem do cartaz foi a mesma, e uma ou outra adaptação, este, o de 1974, é o meu Gatsby. E mais não digo, por enquanto, para não estragar a festa a quem ainda não viu. Fica um conselho, vejam os dois.

Domingo, dia difícil . Eu só gosto de meio domingo.

Os Domingos são dias estranhos, que nos causam um misto de sensações .
As manhãs são muito agradáveis.As tardes ... assim, assim.
Hoje a tarde terminou com uma maratona futebolística .
Depois de pensar um pouco, acho que faz todo o sentido passar a ser do Estoril. Afinal sempre é o clube do meu bairro, pelo menos o mais próximo.
Agora os Globos de Ouro (depois do Prof. Marcelo, claro), que são uma espécie de Óscares bacocos.
O grande problema é que amanhã é segunda feira e não me apetece mesmo nada.

Fases

Há fases na vida das pessoas e dos países em que nada corre bem. O pior é que quando se trata do nosso país isso também nos afecta, quer queiramos quer não. E esta fase negativa está difícil de passar; pior parece que cada dia que passa se agrava ainda mais. Da política, governo ou oposição e das finanças nem vale a pena falar... Para agravar o Benfica não ganhou a Liga Europa, nem sequer o campeonato... E para agravar todas as disposições, não há maneira deste longo inverno nos deixar... Se nem sequer o clima nos ajuda é difícil de mudar a disposição. Resta-nos a esperança de que esta fase, como todas as outras - e por definição - também passe... E depressa!

quarta-feira, 15 de maio de 2013

"My Medical Choice" - Angelina Jolie


A maioria já deve saber que a actriz, de 37 anos, se submeteu a 3 meses de intervenções e cuidados médicos porque se deparou com 87% de probabilidades de desenvolver o cancro da mama, e 50% de desenvolver cancro no útero. Tudo isto provavelmente ligado ao facto de a sua mãe, Marcheline Bertrand, ter morrido aos 56 anos de cancro nos ovários.

Com este comunicado, que agora chega até nós e que tem sido apelidado de "My Medical Choice", pretende mostrar às mulheres que é possível prevenirem-se, que ninguém se deve render à genética. E temos de ser realistas o cancro é das principais causas de morte e sofrimento das pessoas à nossa volta, temos de nos precaver. Não vale a pena escondermo-nos atrás dos medos de possíveis diagnósticos ou de notícias que não queremos ouvir. Temos de ser corajosos e quem sabe ditar nós próprios as regras do jogo. 

A actriz fez questão de afirmar que não se sente menos feminina ou menos mulher. Diz até sentir-se mais orgulhosa e forte por ter tomado esta decisão tão difícil.
Para as mais curiosas a actriz acrescentou que seu peito foi totalmente reconstruído com implantes. Acrescentou ainda que Brad Pitt foi muito importante ao longo de todo o processo e incentiva todos os que tiverem uma namorada/mulher a passar por uma situação semelhante, a terem consciência de que são uma parte muito importante de todo o processo.

No entanto a actriz frisou que "para já" foi só esta, isto é, fica em aberta a possibilidade da intervenção no ovário, que adiciona, ser bastante mais complicada.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Campeonato

Será que o Benfica não resolveu o campeonato ontem por ter sido contagiado pela má sorte dos sportinguistas? É que ontem éramos tantos a torcer pelos encarnados que podemos ter mexido com a proverbial "vaca" deste clube lisboeta... Mas juro que foi sem querer!!!

segunda-feira, 6 de maio de 2013

O 'Velho Continente' está doente! Alzheimer e Cancro

Acabadinha de chegar do novo mundo, também ele com alguns problemas, neste caso de juventude, encontro o meu país e a velha Europa com várias doenças crónicas. Algumas receio que sejam incuráveis.
Aqui pelo Burgo mais medidas contra os reformados.Será que se esqueceram que isso , para além de imoral, é incumprimento ?
Depois os funcionários públicos.É verdade que o peso do Estado é excessivo, mas a formula parece-me esquisita.
Então e o excesso de Câmaras Municipais, de freguesias, de PPP's mal renegociadas ou mal acabadas?
Pois é mais difícil, o partido, ou os partidos, ficam sem tachinhos para dar aos boys.Falta a coragem, escolhem o caminho mais fácil.
Em Bruxelas , Barroso elogia a Angela, criticando o seu próprio país, quando quinze dias antes tinha proferido afirmações contrárias. Será Alzheimer  ou terá levado algum puxão de orelhas.
Os bancos , apesar da solicitação do nosso Passos, ignoram e continuam na especulação, porque dá mais lucro, ainda que seja com dinheiro do contribuinte.
França já tem saudades do Sarkozy.
A Itália põe em causa a eficiência da democracia, com um resultado eleitoral que deveria ser analisado por filósofos, psicologos, políticos e politólogos.
A velha aliada Inglaterra não atravessa um bom momento.
E a Bélgica ? Já para não falar da Espanha, da Grécia e de Chipre.
O crescimento da China e do Brasil abrandam. Os Estados Unidos produzem moeda para compor a coisa.
Será que tudo isto permitirá à rigorosa Alemanha continuar a exportar como ninguém?
Estão enganados e esquecidos.
Menos emprego gera uma diminuição do poder de compra. Menos consumo, menos importações e menos exportações, mesmo para a Alemanha.Menos industria, menos qualidade de vida, menos, menos, menos.Só menos. Esta crise vem desde meados de 2007, foi criada pelo sistema financeiro e é mantida por este. Porque será que os Bancos, sobretudo os estrangeiros, compram com avidez divida pública de países em risco de bancarrota?Porque o juro é bom e o risco é menor do que parece. Corrupção sem castigo, falta de memória, de formação adequada, de experiência de gestão tornam esta geraçaão de políticos uma vergonha , sobretudo para quem os elegeu. Que saudades de Gonzalez, de Kohl, de Miterrand, de Suarez e dessa geração de competentes Estadistas.Uns construíram com competência um projecto Europeu, os de hoje , deliberadamente , ou não, comandados pela Alemanha, ou não, só conseguem destruir riqueza, emprego, qualidade de vida, felicidade. Seremos capazes de vencer esta guerra? Preocupávamos-nos com a fome em Àfrica e sempre ajudámos e ajudamos.Muito bem. Preocupamo-nos com os direitos humanos na Síria , no Iraque de Sadam, com as guerras dos outros. E a Europa ? Também já temos problemas desses. Ninguém reparou? Ninguém quer ver?

Dia da Mãe

Hoje o texto é muito pessoal, por isso não vou publicar no Facebook.
Ontem celebrámos o dia da mãe.Não entendo porquê. Só a tradição e o costume o justificam.
O meu dia foi muito agradável, foi mesmo super agradável.
Cheguei do estrangeiro. Perto das 12h, tinha uma 'princesa ruiva' à minha espera, com aquele sorriso único.
Comecei a ser mimada, com um livro da Helena Sacadura  Cabral , que ela , porque é atenta, sabia que eu queria ler, porque sigo ,com regularidade , o blog da autora. Melhor, vinha com uma embalagem , feita por ela. Uma bolsa de tecido plastificado, muito ao meu estilo, costurado por ela, autodidacta no uso da máquina de costura. E tinha fecho de correr e tudo, o que para quem já costurou, revela o grau de exigência que colocou na elaboração .
Andei , pela primeira vez no carro dela, com ela a conduzir e, eu que sou super ansiosa nestes cenários de filhos recém encartados a guiar, não tive medo , nem travei no espaço à frente do meu pé
ou fiz qualquer comentário. Ela guia bem e eu estou mais controlada neste tipo de reacções absurdas , mas instintivas. Chegada a casa encontrei a mesa posta, muito bem , por sinal, na varanda decorada e um churrasco , comprado e montado para o efeito. À espera estava um outro filho, o meu príncipe moreno. Mais mimos. Dois livros que adorei, um deles de uma autora da minha preferência.O menino, porque para as mães os filhos são sempre meninos,é esperto e atento.Adorei! Um pouco mais tarde chegou mais um menino.Mais um mimo. Não vá a mãe deixar cair o telemóvel, uma capa com proteção frontal e na cor perfeita. Ainda fez mais, alterou a fotografia do perfil do Facebook,para uma em que aparecemos juntos. Fomos almoçar e , como é costume neste núcleo familiar restrito , foi divertido. Os nossos almoços de Domingo são sempre muito divertidos. Como se isto tudo não bastasse, colocámos 'em cima da mesa' um projecto que entusiasmou todos. Mais importante do que as prendas, que adorei, estes momentos de alegria e partilha enchem-me de felicidade. Estes momentos são únicos e inesquecíveis. Muito obrigada meus queridos. Para mim é dia da mãe todos os dias.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Benefícios da distância

Por motivos profissionais e pessoais tenho estado ausente do jardim à beira mar plantado. E que bem tem feito à minha moral a distância da depressão colectiva, do pessimismo, do populismo descarado  e mentiroso do PS. Acabei, ainda assim, de ler a comunicação ao País do nosso PM, que me pareceu genericamente boa. Os funcionários públicos não queriam igualdade?! Ser-lhes-à feita a vontade...

terça-feira, 16 de abril de 2013

Ainda o défice do Estado

Já falamos aqui das reduções de pessoal, serviços, autarquias e empresas públicas que são essenciais para o reequilíbrio das contas do Estado. Hoje vamos abordar as famosas PPPs. Bem sei que os contratos são blindados e que, além disso, deverão ser para cumprir e que o estado deveria ser pessoa de bem... Deveria, porque não o sendo, esta última premissa é ultrapassada por natureza. Quanto aos restantes condicionalismos, parece-me que o estado de emergência justificaria, também nesta problemática, uma actuação mais radical. Nestes termos, o que me parece que deveria ser feito seria negociar com os consórcios privados a retoma da propriedade das estradas, hospitais, etc., oferecendo-lhes como contrapartida a assumpção pelo Estado dos passivos - dentro de justos limites - em que tivessem incorrido para fazer as ditas obras, deduzidos dos valores que já receberam. Se não aceitassem, eu que até sou liberal, nacionalizava pura e simplesmente as concessões e pagava as respectivas indemnizações com títulos a 40 anos e com uma taxa de juro fixa de 1 por cento ao ano.

domingo, 14 de abril de 2013

Ainda os bancos e o crédito

A questão não é se os bancos têm dinheiro para emprestar para novos investimentos, já que os empresários deixarão de o ser rapidamente se deixarem de analisar racionalmente o enquadramento para novos investimentos. Ou seja, para essa disponibilidade não há procura. Mais importante será os bancos auxiliarem os seus clientes actuais, as empresas que ainda subsistem e são comprovadamente viáveis e não, como têm feito, serem mais um dos factores que as têm ajudado a afundar.

Os Bancos e a Economia

Parece que, finalmente, os nossos governantes descobriram a falta que  faz o apoio da Banca às PME.
Sem o anunciado, em tempos, Banco de Fomento, este papel deverá ficar a cargo da CGD e de outros, que , beneficiando da ajuda do Estado, não se têm preocupado em ajudar os seus clientes.
Sempre tive a ideia de que os nossos Bancos não passam de Casas de Penhores. Mais, segundo parece , estas cumprem melhor a sua função.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Ódio fraternal

Pacheco Pereira dá um belo exemplo de que o ódio aos que nos estão mais próximos é o mais extremo de todos. De facto, o seu ódio aos companheiros de partido - apenas por não seguirem a sua linha de pensamento ou não serem do seu gosto - é de tal forma intenso, que  se aproxima da patologia. E tudo isto vindo de um homem supostamente inteligente, com grande cultura e formação académica acima do normal... Antes ter inimigos do que amigos destes!

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Há alternativas?

Será que há alternativas sérias e eficazes à austeridade? Porque afinal não nos podemos esquecer que estamos inteiramente dependentes da boa vontade dos credores. Também eu estou farto da recessão em espiral... Mas tirando a inabilidade comunicacional do Governo e os atrasos numa verdadeira redução do peso da função pública - que agravará a recessão - não vejo que mais fazer. Escolher uns projectos de interesse nacional que mobilizassem estado, bancos e empresas para mostrar o caminho e animar as gentes? Falar mais sobre a luz ao fundo do túnel e menos na crise? Porque afinal uma das causas da quebra enorme de consumo também tem a ver com a falta de ânimo e confiança no futuro...

A montanha pariu ... um coelho

Estávamos todos, nos últimos dias, com a esperança de mudanças na vida do nosso país e consequentemente nas nossas.
Que a decisão do Tribunal Constitucional fosse no sentido de acabar com o confisco nas reformas de quem trabalhou e descontou durante uma vida (e só desses) concordaria e sempre a defendi, pois consubstanciava um incumprimento contratual de Estado para com os cidadãos , a quem nunca foi dada a possibilidade de escolherem a sua previdência. Ainda assim, assumiram como constitucional a taxa de solidariedade, o que me parece um contra senso.
Já no caso dos subsídios da função publica, que representam o tal corte na despesa pública que se reclama por unanimidade, resolveram considerar inconstitucional.Não vai de encontro às necessidades do país mas resolve o problema dos próprios decisores que, também eles, são funcionários públicos.
Conhecida a decisão, houve uma onda de esperança, porque somos assim e achamos que o D. Sebastião virá sempre, para nos salvar e por isso não precisamos de fazer nada.
O Governo reuniu e nada.
O Primeiro Ministro foi a Belém, talvez chorar no ombro do Presidente... e nada.Diz-se que saiu com legitimidade para governar, mas isso já tinha antes, porque tem uma maioria parlamentar.Ficou só com um problema maior para resolver a nível das contas públicas.
Também me pergunto se haverá dinheiro para pagar os retroactivos.E se não houver?
Depois vem um discurso do Primeiro Ministro que, à hora marcada (o que é raro neste país) entrou de rompante e leu, sem teleponto ( como o  fazia o seu antecessor) de uma forma atabalhoada, um texto que só nos deu uma certeza. Não vamos ter mais impostos.
Mas, aumentando as comparticipações na saúde e na educação,vamos ter mais Taxas ,o que torna o efeito final muito parecido pois , na prática, ficamos com menos dinheiro. A diferença é que só pagamos se utilizarmos.
Por exemplo: se não utilizar os hospitais não paga e até pode ser que morra mais depressa, o que , no caso dos pensionistas e dos desempregados pode, no limite, traduzir-se numa diminuição da despesa pública.
E agora?, perguntamos todos.
Eu já estou como o outro , prognósticos só no fim do 'jogo'.
Agora ficamos, como já estávamos, dependentes dos senhores de Bruxelas, do FMI e ,sobretudo , da boa vontade da Alemanha.
Também ficamos a saber que o maior Partido da oposição tem um líder que só fala no dia seguinte. Deve vir aí a nossa salvação. Depois de tanta reflexão só pode sair um discurso fantástico.
O resto será com o D. Sebastião, porque nós não sabemos como agir.
Mas não é tudo mau porque temos boas estradas. Caras mas boas.
Foi o prémio da perda da nossa independência e autosuficiência (na agricultura , nas pescas, nos cereais, no leite, etc.).
Venderam o nosso país e nem demos por isso. Somos uns trouxas.


sábado, 6 de abril de 2013

Agora prefiro ler

No fundo sempre tive um bocadinho de inveja dos meus pais e dos meus avós, por terem vivido em épocas em que a história se fez de uma maneira tão intensa. Eu adoro história.

Hoje e ontem, garanto-vos, assistimos à história a fazer-se na primeira fila. A verdade é que boa ou má, é incrível a sensação que temos quando assistimos a tantas decisões tão importantes (ainda que postas nas mãos de indivíduos incapazes de as tomar).

Traz-me serenidade pensar que um dia, estas decisões que agora trazem medo e incerteza a todos, não vão passar de páginas em livros que os nossos filhos vão querer ler. Ainda que nessa altura os filhos sejam menos, porque não conseguimos criar a estabilidade económica devida ou desejada.

É estranha a maneira como a possibilidade de continuidade acalma o ser humano.

Lembro-me de ter inveja de não ter assistido ao 25 de Abril ou ter vivido no tempo dos reis... Infelizmente agora sei que ler é melhor que ver, traz menos inquietações.


Mariana

Passos vai a Belém

Os Juízes do Tribunal Constitucional prestaram um mau serviço ao país ou terão provocado, ainda que sem querer, uma oportunidade.
O nosso primeiro sempre disse que o desemprego é uma oportunidade.Será que vai experimentar?
Agora temos outro problema. Será que o nosso Presidente tem capacidade para gerir uma crise destas?
Será que o vai convidar para formar governo, de novo?
Não faz sentido.Bastava remodelar.
Será que Passos só lhe vai pedir as responsabilidades que sempre lhe imputou?Ele também pediu a inconstitucionalidade de algumas normas.
Poderá haver um Governo de iniciativa Presidencial?
E com quem? Vitor Bento, Rui Rio?
E o partido será capaz de resolver esta questão?
Continuará a coligação?
Há duas coisas que não quero:
-Eleições antecipadas. O to zé é muito pior e não está garantido que consiga formar Governo;
-Mais impostos.Isso não aguentamos.Vamos parar esta loucura.
Acho que a despesa pública se vai reduzir ,por natureza, se não vier mais dinheiro.
Mataram milhares de empresas, pararam a economia, criaram desemprego. Só se enganaram porque nós não correspondemos.Eles nunca se enganaram ,pelo menos nunca o admitiram. Agora fogem? Segunda feira estamos todos mais pobres.Essa é a única certeza que temos nese momento .

Juizes e função pública

Por mais que se diga que os juízes fazem parte de um orgão de soberania, a verdade é que para todos os efeitos são funcionários públicos pagos pelos nossos impostos. Assim sendo, ontem os juízes do Tribunal Constitucional julgaram em causa própria, sendo a este respeito sintomático que achassem de acordo com o princípio da igualdade o confisco aos reformados, mas já não achassem o mesmo relativamente a tudo o que tinha a ver com reduções no vencimento anual dos funcionários públicos.
É o país que temos e que somos! Mas as crises também são oportunidades. Talvez o Governo faça agora o que já deveria ter feito no início: despedir os funcionários públicos a mais, começando pelos juízes do tribunal constitucional. Se a interpretação da Constituição chegou a isto, então é nomear outros que considerem que o estado de necessidade e a impossibilidade absoluta de ter meios para aguentar esta situação, justificam a constitucionalidade do despedimento de funcionários públicos.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

O TC tratou sobretudo dos funcionários públicos

Trataram dos seus subsídios .
A taxa de solidariedade fica, para os privados e os pensionistas.
Julgaram em causa própria e saem directamente beneficiados.
Será licito?
Não alterem a constituição e depois queixem- se!
Mais um escândalo. Os reformados e os privados que suportem isto tudo.
O que era suposto seria cortar na despesa do Estado?
Não será melhor menos Estado e melhor Estado?

O atraso dos Juízes do TC

Estamos todos aqui em frente da televisão, à espera das excelências.
Se não tinham a certeza da hora não a comunicavam.
São vedetas de Reality Show? Tantas cautelas com o fecho das Bolsas, porquê?
Alguém acha que vai mudar alguma coisa, para além do aumento do buraco nas contas públicas?
Mas isso já não é notícia.. Estamos acostumados.
Amanhã fica tudo na mesma. Mais austeridade não pode haver, mais impostos também não.
Fica mais divida e durante mais anos.
Jovens , vão procurar futuro enquanto por aqui o futuro não vai melhorar, já que o conforto de que, ainda desfrutam não vos  sugere outra atitude.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Relvas

É o tema do momento. Para além de todas as inabilidades e faltas do próprio, há algumas coisinhas que precisam de ser ditas. Quem tem a ousadia de enfrentar as duas classes mais corporativistas do país, jornalistas e autarcas, arrisca-se obviamente a ser completamente queimado. Só é pena é que não tenha tido a coragem ou a força para ter feito uma verdadeira reforma autárquica, onde se incluíssem as câmaras e o sistema eleitoral e ter, finalmente, privatizado a Rtp para acabar definitivamente com as vergonhosas mistificações e desperdício criminoso de dinheiros públicos.

Relvas, Socrates, visitas a Belém, Conselho de Ministros no fim de semana e até uma frente fria. Isto promete!

Do Sócrates não falo a não ser para presumir que a sua Licenciatura também deve ser investigada. O resto é resto.
O Dr. Vitor Bento foi a Belém.
Passos Coelho vai a seguir...
O Relvas já deve ter um lugar , melhor e mais seguro, quiçá melhor remunerado, à sua espera.
Os Ministros vão analisar as várias bombas que caem e estão para cair? Ou será melhor do que isso?
A Coreia do Norte está a brincar com o fogo. Será que a guerra começa assim? Eu sempre pensei que era na Alemanha.
E com isto tudo o São Pedro ainda nos castiga mais? Não vê que isto não está para brincadeiras?
Estamos em Abril e ainda não vimos a Luz ( nem mesmo a do Sol).

terça-feira, 2 de abril de 2013

Moda é poupar




Moda pode ser um costume. Moda pode ser hoje sair à rua com sapatos que no ano passado acharíamos bastante improvável calçar. É mudar de ideias. Moda... Pode ser uma música. Pode até ser música clássica. Mas cuidado, moda não é hipocrisia. 

É pegar numa recente tendência de consumo e fazer dela nossa. Se for roupa, é ajustá-la ao nosso corpo. Fazer com que uma saia de cintura subida não pareça exagerada num corpo com curvas.
Não é definitivamente ser consumista. É ser moderado. Poupar está sempre na moda.

Sim, há coisas que nunca vão passar de moda. O romance, a felicidade, o riso, a boa educação, os bons valores, o amor, as memórias, a saudade, a família, as viagens, a cultura. As coisas boas da vida nunca passam de moda!


A crise veio ensinar-nos que poupar é a moda. Talvez a crise também traga boas modas. A verdade é que a maioria deixou de viver acima das possibilidades. Embora de uma maneira um bocadinho complicada, todos estamos a aprender muito com a conjuntura económica actual.

Eu aprendi a precaver-me, aprendi a aprender com os erros dos outros. A minha geração tem a sorte de estar a crescer, a aprender com esta crise e as suas modas. É uma geração com potencial, mas vai ser preciso trabalhar muito. 

O ser humano adapta-se a tudo. É verdade. Adapta-se a todas as modas. Eu acho até que já nos adaptámos a estas. Estamos mais poupados, mais cautelosos e fomos (ainda bem) obrigados a ser mais humildes.

A falta de Sol e a falta de respostas.

Depois de alguns dias de ausência deste espaço, hoje tenho só duvidas...
Será que alguém me pode ajudar a encontrar as respostas?

1- Porque é que o Ministro Shauble diz que os povos com mais dificuldades são invejosos? Será que acharia preferível que fossem revoltados? Será que não sabe História e tem andado desligado da Economia?
A mim parece-me que esses povos tiveram a generosidade de ajudar a Alemanha , há 60 anos , permitindo a sua reintegração , perdoando dívidas e nos últimos anos comprando grande parte da tecnologia , que reconhecemos que produzem , com mérito e competência.
Talvez, se pensar bem, o senhor chegaria à conclusão que, para a sua economia seria melhor continuar assim.
Será que acha que a Alemanha passa incólume a este empobrecimento europeu?

2- Porque é que o Ministro Gaspar anda tão triste e o que foi fazer aos Estados Unidos?

3- Porque é que o Ministro Crato não divulga o relatório sobre a Licenciatura do Ministro Relvas?

4- Num momento de emergência Nacional , porque é que o Tribunal Constitucional leva três meses a pronunciar-se sobre o Orçamento? Não podiam fazer umas horas extra?

5- E agora o mais importante! Quando volta o Sol, o calor, a Primavera? Será que também estava no memorando, talvez no do Sócrates?

segunda-feira, 25 de março de 2013

Resultado das eleições no Sporting

Depois de um incompetente, desta vez foi eleito um demagogo de voz profunda, sem projecto, sem experiência, sem equipa para o futebol ( Inácio e Virgílio????!!!! ). Será que é o fim anunciado de uma aventura que começou há mais de cem anos? Como não se muda de clube, nunca mais o futebol vai ter o mesmo sabor... ainda que ultimamente tenha sido quase sempre amargo.

quinta-feira, 21 de março de 2013

A volta de Sócrates

E, atravessado o deserto - pouco incómodo, diga-se - eis que volta o engenheiro. De Primeiro Ministro para comentador político. O que nunca devia ter deixado de ser... O país teria poupado e sido poupado a tanto... O primeiro a agradecer esta reaparição é o actual Governo. Desta forma todos se vão relembrar à saciedade quem é que é o verdadeiro responsável da situação financeira miserável a que chegamos. Contrariamente, o que ficará mais aflito será o sempre pouco Seguro. Ele que pensava que, tendo-se livrado de Costa, iria começar a ter o protagonismo há tanto tempo desejado...

O Bem e o Mal de Sócrates

Aquela que foi uma jogada de mestre de Alberto da Ponte, Miguel Relvas e da RTP, na luta por audiências, tem, ao longo do dia de hoje, despertado inúmeras reacções negativas. A estação pública de televisão não esconde o intuito de tal decisão, que tem tudo para se mostrar estrategicamente brilhante.
O indivíduo, vou procurar referir-me a ele apenas nestes termos, embora mereça pior, já provou no passado que sabe cativar a atenção das pessoas, e tendo em conta a falta de memória característica do nosso povo, este novo espaço tem tudo a seu favor para ter excelentes audiências, possibilitando ainda ao nosso ex primeiro ministro preparar o seu regresso à vida política.
A maioria das pessoas, na sua pequenez, tende a criticar esta aposta lembrando o trabalho passado do "engenheiro", mas não podemos esquecer que ele melhor que ninguém, percebe o que se está a passar no nosso país e as respectivas causas. Por isso, confirmando-se as notícias de que não vai ser remunerado, deixem pelo menos uma vez que seja, o estudante de ciência política ajudar o país.
É verdade que não podemos esquecer o que ele fez, mas não é menos verdade que a RTP, tendo em conta a sua situação deficitária, necessita de receitas. Agora pensem no acréscimo de receitas publicitárias que o tempo de antena deste senhor irá gerar, e na utilidade destas para a sobrevivência do serviço público de televisão. Será que aquele, que ao nível do valor cobrado por minuto de anúncio, se afigura como o superbowl semanal, (nas suas devidas proporções), pode ajudar a evitar aquela que parece ser uma inevitável privatização?

segunda-feira, 18 de março de 2013

E a economia?

Todos sabemos que a culpa do estado a que este país chegou não é do actual governo. Foram os Cavacos, Guterres e Sócrates os responsáveis. Mas ainda assim, já chega de inépcia. Muitas das reformas necessárias e sempre adiadas não custam dinheiro. O seu adiamento, as meias medidas, o atraso na reforma do estado tornam quase certo que todo este sofrimento vai ser em vão... Para não falar do pior. É que se esqueceram da economia. Sem esta não há emprego, não se cria riqueza. Sem gastar dinheiro nenhum, o estado podia seleccionar sectores estratégicos para desenvolver, incentivar privados a investirem com, por exemplo, benefícios fiscais e obrigar os tão ajudados bancos a financiarem os mesmos. Empresas grandes ou médias poderiam, assim, ajudar a inverter a espiral negativa em que nos encontramos. Será que isto seria muito difícil? Será que ninguém no governo tem um mínimo sentido estratégico e visão? O governo tem a obrigação de dar esperança, de mostrar rumos, de ser o primeiro a lutar contra a adversidade! E deviam saber que sem economia não há finanças públicas...

A Europa do vale tudo

Ainda não estava refeita das notícias que o Ministro Gaspar  comunicou ao país , sexta feira, e somos abalroados pelo assalto aos Bancos do Chipre.
Fiquei chocada, revoltada, indignada e indisposta.
Que direito, ainda que com o pretexto de 'ajuda' ,que pretende evitar a bancarrota, permite a alguma instituição assaltar os bancos, roubando as poupanças de um povo.
Se alguns dos depósitos existentes têm origem suspeita deve ser feita uma investigação criminal.
Agora roubar os pensionistas britânicos que escolheram viver na ilha ou os cidadãos que aforraram?
Pode acontecer de tudo nesta Europa liderada pela Alemanha.
Este Holocausto da austeridade, sem campos de concentração e câmaras de gás , é igualmente repugnante.
A Europa dos direitos humanos viola a mais elementares regras dos mesmos.
Rouba velhinhos, assalta bancos, impõe vida em condições precárias!
Ainda alguém tem coragem de criticar algum país africano, que protege poucos e deixa o resto na miséria ?
Isso pouco difere do que a Alemanha tem feito com os países do Sul .
Primeiro retirou-nos as mais elementares industrias e nós deixamos, alegremente .
Agora, que não temos alternativa , tudo pode ser exigido.
Onde está a solidariedade nesta  União ? Será que é uma União ?
Estamos perante um plano ,maquiavélico, para dominar a Europa.
Só falta exigir que a língua oficial seja o Alemão.
Os nossos amigos ingleses e franceses ainda não se aperceberam o que está a acontecer?
A quem interessa não desvalorizar o Euro?
Por cá os 'tugas' bamcários vieram dizer que o que se passa em Chipre não pode acontecer em Portugal.
Como podem ter a certeza?
Se o Tribunal Constitucional chumbar as medidas do OGE, o que nos vai acontecer?
Eu não confio.Como vamos sair desta?
A Europa assim não tem futuro.

sábado, 16 de março de 2013

Ainda em relação ao Papa

Afinal, está explicado. O Francisco que inspirou a escolha do nome foi o de Assis .
Agora que se aspire uma igreja pobre , para os pobres...
Não são todos filhos de Deus.
Que a Igreja se despoje dos luxos é louvável .Que ajude os mais carenciados, muito bem!
No entanto , quer seja rico ou pobre , todo o católico deve ter direito ao mesmo apoio, ainda que de naturezas diferentes. Gostei da forma , simples e simpática , como se dirigiu aos jornalistas.

quinta-feira, 14 de março de 2013

O Jesuíta Francisco

Temos um novo Papa.
Não sabemos se o nome escolhido é alusivo a Francisco de Assis ou a Francisco Xavier. O significado é bem diferente. O missionário ou o 'revolucionário' do séc. XII, amante da simplicidade e da pobreza. Postura muito diferente da que vemos na Igreja actual, cheia de riqueza, de bancos duvidosos e com um uso abusivo de paramentos, sobretudo em Roma.
É a favor do celibato e contra o uso do preservativo, ainda que para prevenir a sida.
Intolerante em relação aos Gays.
Eng. Químico de formação , como homem da ciência, não se compreende algum conservadorismo.Só foi ordenado com 33 anos. Envolveu-se na política do seu país e consta que esteve relacionado com o desaparecimento de dois padres.Também há quem o associe a um político duvidoso, que terá sido responsável pelo desaparecimento de crianças.
O Mundo está cheio de fé na mudança. Eu estou céptica .
Mais uma vez escolheram um Papa velho, de 76 anos. Ainda por cima, segundo li no Publico, sem um pulmão, que terá perdido numa doença respiratória grave, na juventude.
Terá a força necessária, durante o tempo necessário, para fazer as reformas necessárias?
Terá sido porque os Cardeais gostam de Conclaves frequentes?
É verdade que o achei simpático e mais descontraído , mas isso não é suficiente para mudar a cúria , controlar a 'máfia' dos banqueiros, combater algum poder da Opus Dei, acabar com a história da pedofilia , tornar a Igreja mais comedida nos luxos .
Esta é uma visão agnóstica. Espero que com a fé dos crentes a coisa corra bem.
Os Argentinos, esses estão delirantes. Só lhes faltava um Papa. Os outros povos da América Latina , que não gostam da sobranceria, ou mesmo vaidade , dos compatriotas do Papa, devem estar menos contentes.
O Presidente Obama diz que é o Papa das Américas. Provavelmente porque não sabe que é filho de pai e mãe Italianos, portanto o menos Argentino possível.
Enfim, não quero estragar o momento, mas é excessiva e prematura tanta expectativa .

quarta-feira, 6 de março de 2013

O mito de Chavez

Já sabemos que depois de mortos somos todos bons, para não dizer uns santos. Mas aflige-me assistir ao branqueamento da figura do ditador Chavez. Este senhor, recorrendo à força e a truques que se usaram na Europa nos anos trinta - referendar a ditadura - utilizou as forças armadas - de onde provinha - e um populismo primário para se perpetuar no poder. No caminho destruiu a frágil economia venezuelana, tentou acabar com a classe média e criou uma nova oligarquia. Para já não falar nas ridículas tentativas de ingerência noutros países da América latina para disseminar a "revolução bolivariana". Nacionalizou, entre outros, bancos e o sector petrolífero, fechou orgãos de informação que se lhe opunham, institucionalizou a miséria e o assistencialismo estatal. A verdade é que a Venezuela nunca produziu tão pouco petróleo como agora, apesar de a sua sobrevivência depender inteiramente desta matéria-prima. Deixou, sem dúvida, a sua marca mas, infelizmente para os venezuelanos, a herança que fica é pesadíssima.

terça-feira, 5 de março de 2013

O Tempo de Sua Excelência o Ministro Gaspar

O Ministro Gaspar acha que 15 anos é muito tempo.
Sabe que precisa de tempo, mas talvez de 5 ou 10 anos!?
Sua excelência ,o Sr. Ministro , não sabe que não tem tempo?

O desemprego é muito mais do que imagina ou divulga, com os inerentes custos sociais, de despesa e políticos.
A riqueza que se perde todos os dias no nosso país, com o fecho de empresas de todos os sectores, é perda de receita e levará gerações a recuperar.
O corte nas pensões, e estou a falar daqueles que descontaram  uma vida, não dos políticos ou dos banqueiros , é incumprimento de um contrato, sendo a usurpação desse dinheiro criminosa.
Mas Sua Excelência não sabe o que é gerir uma empresa , pagar salários, criar riqueza. Só sabe que a sua folha de calculo deve dar o número que a Troika quer, custe o que custar, a quem custar, porque a si não custa nada.
Mas, com esta perda de riqueza e de receita o seu 'excel' nunca vai dar o número que precisa.Ainda não percebeu isso?

Tem que ser mais ambicioso e mais combativo.Tem que querer mais tempo, mais e melhor economia e convencer a Europa , que caminha pelo mesmo trilho, que a única solução é essa.Resumindo, para além de bom aluno , deve ser bom a convencer e a 'vender'.Se acha que não consegue deve desistir.

domingo, 3 de março de 2013

Dívida do estado e Europa

Pelo caminho que as coisas estão a levar, parece cada vez mais claro que Portugal apenas conseguirá resolver o seu problema da dívida externa com a ajuda da Europa do euro. Parece cada vez mais óbvio que a dívida de todos os estados do euro terá que ser consolidada e gerida como uma só. A salvação e a credibilidade do euro dependem desta decisão. É claro que a consequência lógica será a perda de soberania relativamente ao orçamento e à sua gestão. Os países do norte não permitirão, em troca da ajuda, mais desmandos aos países do sul. Mas será que este preço a pagar será assim tão mau? Não teria sido melhor para este país já estar a ser gerido pelo rigor germânico há 20 anos?

sexta-feira, 1 de março de 2013

Os mais recentes meios tecnológicos de informação e comunicação representam novas oportunidades numa sociedade global ou um cada vez maior isolamento do indivíduo?


Vivemos na era da informação. O mundo é verdadeiramente uma aldeia global.
É inegável esta realidade, em que as pessoas aparentemente não convivem tanto, ausentando-se da esfera pública e despendendo mais tempo à frente do seu computador e televisão. Mas não podemos esquecer, que esses mesmos ecrãs as colocam em contacto com o mundo, ultrapassando todas as barreiras naturais e ideológicas.
O audiovisual está por todo o lado, há que tomar conhecimento das suas potencialidades, e explorá-las, em vez de assistir passivamente. Que a expansão por estes meios gerada, alimente a criatividade e conduza ao desenvolvimento.
Numa época em que informação é poder, este enganador desligar da sociedade, não passa disso mesmo. Hoje, mais do que nunca, as pessoas tem uma ligação ao exterior como nunca houve antes na história.
Só graças à difusão dos mais variados referentes culturais, e ao confronto das diferentes identidades nacionais que estes meios permitem, é que se explica que presentemente seja possível testemunhar uma tremenda multiculturalidade, neste cada vez mais pequeno mundo em que habitamos.
Este afunilar do planeta, ligado por ecrãs, só vem contradizer a teoria que a tecnologia isola as pessoas. Como provas do contrário, temos vários aspectos que à primeira vista pode parecer que nada tem a ver. Fenómenos como a expansão do fado além fronteiras, a moda da comida japonesa ou a vinda de milhares de estrangeiros anualmente para jogar golfe, fazer surf ou ir a praia, há alguns anos eram impensáveis. Actualmente, nem nos passa pela cabeça que possa ser de outra maneira, já se tornou hábito, mas tal não teria sido possível sem a forte contribuição dos meios de comunicação.
Se antes tínhamos as pessoas reunidas em grupo nos espaços públicos, hoje estas optam por contactar com o mundo, aproximando as diferentes regiões do globo, tomando conhecimento das diversas práticas e costumes.
Assistimos a um quebrar das fronteiras, e ao acentuar duma aparente liberdade de circulação da informação. Porque é que, é ainda apenas aparente e não total esta liberdade? A resposta, é muito mais simples do que parece. Algumas pessoas ou instituições só dizem o que querem, outras, por sua vez, só ouvem o que lhes convém.
Porque é que tal situação se verifica? Temos vários motivos, desde a ignorância às pressões exteriores das mais variadas ordens. Por isso, para entendermos uma mensagem não podemos apenas concentrar-nos no seu conteúdo, temos também que levar em conta o contexto em que esta se insere. E como os diferentes factores se encontram interligados através dos vários meios de comunicação, temos aqui mais uma prova bastante forte de que o audiovisual não contribuiu para o isolamento do individuo, mas sim ajuda a encurtar distâncias e aproximar os diferentes pontos do globo. 

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Grandola Vila Morena

Nos últimos dias somos confrontados com cânticos , em jeito de protesto.
Tenho muitas dúvidas se os que hoje a cantam saibam para que serviu.
Não foi a canção que fez a Revolução. Ela apenas serviu , como código, num determinado momento  em que um grupo de capitães , ajudados por um ou outro oficial superior, avançavam para um golpe militar.
A principal razão desse golpe tinha a ver com a sua carreira e com a guerra de África.
Não foram movidos  somente por uma vontade de libertar o povo de muitos anos de fascismo e obscurantismo, como depois se tentou 'vender' ao povo.
É verdade que o regime, embora com Marcelo Caetano estivesse a evidenciar alguma abertura, era retrogrado, controlador, com censura e falta de liberdade de expressão. No entanto , fascismo é outra coisa.
Mas voltando à canção e aos cantores, não pensem que basta cantar, mesmo que seja Zeca Afonso, José Mário Branco, Sérgio Godinho , ou outros. A canção não libertou o país do regime. Quem o fez foi um grupo organizado, com um propósito corporativo.
Enganam-se e perdem tempo , arrisco mesmo dizer que fazem fraca figura, se continuarem com esta música.
O que o país precisa é de debate de ideias, de envolvimento dos melhores na política e na gestão pública, sem confrontos nem tensões sociais.Sem promover a inveja e a luta de classes.
Ganhámos a liberdade e a liberdade de expressão mas deixamos de nos expressar, de nos envolver, de saber contribuir para a sociedade em que queremos viver e que ansiamos que melhore.
Em resumo, não vamos lá com cantigas.
Cantigas e flores , sozinhas, não fazem as mudanças.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Estes Romanos são loucos!

Que estamos todos fartos dos políticos europeus é uma verdade sobejamente conhecida.
Numas eleições , num país com enormes dificuldades, baralhar e voltar a dar é de doidos irresponsáveis .
O Asterix foi um visionário!

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Economia do mar

Há anos que ouvimos falar na economia do mar, da importância da nossa enorme zona económica exclusiva. O que ainda não consegui perceber é ao que se referem. Tirando a pesca - cuja frota nacional foi destruída - e a produção de espécies em viveiros, continua a ser um mistério quais as actividades a que se referem.  Será que existem mais actividades económicas viáveis a realizar no mar? Ou é mais um mito, um cliché de políticos? Se existem porque é que não se anunciam e viabilizam?

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Português e Portugal

No seguimento de uma aula de português, em que entre outras coisas, estudamos os gentílicos, que para quem não sabe, é a classe das palavras que designa alguém de acordo com a sua origem/naturalidade, fiquei a saber que para além de poder ser chamado cascalense (sim, está certo, não é cascaiense como a maioria das pessoas diz e pensa estar certo) podem ainda dizer que sou cascalejo. Mas não é por isso que escrevo, há algo que me deixou intrigado. Como é que será que se chamam os habitantes de Lavacolhos, uma pequena freguesia do concelho do Fundão, distrito de Castelo Branco?
Gostava ainda de aconselhar a leitura do seguinte artigo: http://expresso.sapo.pt/o-fascismo-do-grandola-vila-morena=f788548, que a meu ver, dá uma opinião bastante interessante sobre as manifestações da última semana.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Demagogia

Quando se ouvem sindicatos, partidos da oposição ou comentadores com eles alinhados a falar das medidas que gostariam ou não de ver implementadas, fico sempre com a sensação de que vivem num país diferente do nosso. E não há nenhum jornalista que os confronte imediatamente com a pergunta óbvia: E como é que pagariam esses desejos? O que é que fariam, em alternativa ao que rejeitam,  para que o estado passe a ter um superavit que lhe permita começar a reduzir a imensa e insuportável dívida pública?  Recuso-me a acreditar que nos dias de hoje este tipo de discurso irreal e profundamente demagógico venha a dar dividendos eleitorais. Se tal acontecer, não sei o que é que espera este pobre país mas, nesse caso, já não se poderão culpar os políticos. Os únicos culpados pelas consequências serão apenas os eleitores.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Orçamento zero

Acerca da reforma do estado há um exercício, de que já se falou várias vezes mas nunca foi feito, que é o do chamado orçamento zero. Consiste basicamente em avaliar o que é que cada serviço do estado faz exactamente, se há duplicações sob várias denominações, se faz sentido existir e se sim se é eficiente ou tem gente a mais ou a menos, e - muito importante - com base nos resultados agir em conformidade. Será que haverá alguma vez um político com coragem para o fazer?

domingo, 17 de fevereiro de 2013

A propósito da indemnização a pagar a Santana Lopes

Esta semana soube-se que um grupo editorial foi condenado a pagar a Santana Lopes uma indemnização. Até aqui, sabendo-se a fraca qualidade dos nossos jornalistas, nada de novo. O que foi surpreendente foi o valor: 730.000 euros. Talvez assim se consiga que os ditos jornalistas pensem duas vezes antes de denegrirem irremediavelmente a imagem de muitas pessoas, como têm feito no passado com uma impunidade completa e, muitas vezes, injustamente.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Viajar sem saber para onde ir

Voando como um balão
Sinto-me leve, e a fugir
Afasto-me desse quarto outrora acolhedor
Hoje em dia frio, e vazio

Diz-me pouco, tão pouco
Quero afastar-me dessa realidade
Em tempos familiar, agora apenas estranha
E que aos meus olhos se desvanece

Será o cansaço da fatigante absorção de informação?
Será o desligar de um mundo ao qual não pertenço?

Procuro mais e não desisto
Sigo sem rumo e acredito
O amanhã será melhor
Mas e se nada mudar, onde ficamos?
Para onde vamos?
São estas as perguntas mas podiam ser outras
Quais são as respostas?

Acreditemos então nos sonhos
Com essa luta mudaremos o mundo
Agarremo-nos ao que de melhor temos
Pois só assim não faltarão as forças
E conseguiremos ser voz activa na mudança que queremos

Justiça à portuguesa

Alguém me consegue explicar porque é que o corrupto do Isaltino Morais ainda não foi preso???

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Contribuintes obrigados a pedir fatura

Uma aberrante alteração ao Código do IVA obriga os contribuintes a pedir fatura, sob pena de lhes ser aplicada uma coima, que poderá ir até dois mil euros.
O contribuinte é obrigado a pedir mas não é obrigado a guardar a mesma.
Esta norma, que pretende fazer de cada um de nós um fiscal das finanças sem remuneração é, no mínimo absurda, por ser ineficaz.
A menos que arranjem fiscais para nos acompanhar no dia a dia, nunca saberão se pedimos fatura . E ainda que o fiscal esteja ao nosso lado, se pedirmos baixinho ele não se aperceber e se, de seguida a  rasgar em pedacinhos?
Isto começa a ficar muito estranho.
O nosso país é pródigo em leis que, querendo ser perfeitas, se tornam inaplicáveis. Mas isto de ser 'polícia' sem soldo , nem pensar.
É obvio que este massacre fiscal pode ter efeitos perversos , por revolta e indignação e , sobretudo por os contribuintes não sentirem benefícios desse confisco e não terem confiança no Estado.Com quase um milhão de desempregados, acham mesmo que esta alteração à lei faz sentido?

A propósito da renúncia do Papa

Fala-se em coragem, desapego ao poder, etc.. Na realidade a falta de condições de saúde para prosseguir o seu ministério é que explicam tudo. Mas, pegando no tema, não seria também altura de muitos políticos - presidentes da câmara, da junta, deputados - terem a humildade de darem lugar a outros? E, já agora, por iniciativa própria e não obrigado por outro tipo de razões ( como o Papa )...

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

O filme " Lincoln"

Fui hoje ver este muito aclamado filme, que pretende fazer uma reconstituição histórica rigorosa sobre o processo de aprovação da 13ª emenda constitucional à constituição dos EUA. Boa realização, bons actores, realismo. Fiquei foi decepcionado com a densidade moral de Lincoln, que sempre nos habituamos a idealizar. Se os factos correspondem à verdade histórica, então Lincoln foi mais uma figura com laivos de fanatismo e disposto a utilizar todos os meios - ainda que moralmente condenáveis - para atingir os seus fins. Nada, enfim, que não tenha perdurado na política até aos nossos dias..

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Crise do Sporting

Depois de anos e anos de má gestão financeira e desportiva o Sporting está à beira do abismo e à mercê de um qualquer demagogo de voz profunda, que lhe dê o empurrão final. A responsabilidade é de todos os presidentes desde José Roquette e Santana Lopes até este último que nem me apetece nomear. Mas também dos ditos notáveis dos vários conselhos leoninos e restantes membros dos orgãos sociais, que nunca foram capazes de sobrepor os interesses do clube ao dos seus egos desmesurados. E de todos os sócios e simpatizantes que nunca estiveram disponíveis para reconhecer a realidade dos factos e dar tempo para a implementação de um projecto bem estruturado e sustentável.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

A Bandeira em apuros

Não bastava o infeliz episódio no 10 de Junho, em que a içaram ao contrário.
Logo vieram as explicações e interpretações de sinais de revolta.
Agora, alguém comprou e mandou içar uma bandeira com pagodes chineses no lugar dos castelos.
Estou curiosa para ver as explicações , do tipo 'a EDP e a REN já mudaram a bandeira' ou mesmo 'foi a Angela que obrigou a comprar as bandeiras nos países onde vende os teares'.
Isto aconteceu no Conselho Europeu!

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Ainda os políticos

Uma das causas mais relevantes para o descrédito em que caíram os políticos é fornecida diariamente pelos próprios, na forma aviltante e desconfiada com que se tratam entre si. Deve ser a única classe corporativa que não cerra fileiras quando atacada. Pelo contrário, são os primeiros a infligir os mais duros ataques ao carácter, à seriedade, etc. Para que sejam respeitados pela população convinha que se começassem a respeitar entre si. E, já agora, que aprovassem leis sérias e fáceis de implementar, que responsabilizassem criminalmente todos os detentores de cargos públicos cuja actuação prejudicasse o interesse público, enganando miseravelmente os Portugueses ( p.e. o aumento dos funcionários públicos e a redução do iva antes das eleições, os contratos leoninos das ppp, etc.).

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Os porquês da revolta

Da leitura dos meus textos já publicados neste blog, poder-se-ia inferir que sou uma pessoa amargurada, que não gosta do seu país ou dos seus habitantes. Nada mais longe da verdade! Temos um país maravilhoso, com um óptimo clima, de gente pacífica, sem conflitos religiosos, étnicos ou regionais. Por isso fácil de governar?! Nem tanto, como todos temos visto. Mas é porque ainda acho que vale a pena, que me revolto. E apenas em português e para portugueses. Se algum estrangeiro vier fazer críticas idênticas às minhas serei o primeiro a rebatê-las, ainda que tenha que ser bastante criativo na argumentação.

Ulrich, o banqueiro (bancário) sem abrigo.Já não se aguenta!

Os bancários, armados em banqueiros, deste país, deviam ter algum decoro e ser mais comedidos nas afirmações.
Este senhor que acha que o povo aguenta mais austeridade e que diz 'se os sem abrigo aguentam...', perdeu outra enorme oportunidade de ficar calado.
Não presta um bom serviço ao BPI.
A Banca, que tem uma quota de responsabilidade em toda esta situação, deveria estar entregue a gestores mais sérios e responsáveis.
Como na política, ainda há um longo caminho a percorrer.
http://expresso.sapo.pt/ulrich-se-os-sem-abrigo-aguentam-porque-e-que-nos-nao-aguentamos=f783682

Seguro , um pouco mais seguro

Ontem vi, com atenção o Tó Zé, na SIC.
Fiquei a saber que só quem é chefe de família é que pode ser Primeiro Ministro, pasme-se.
O dizer, tantas vezes, que é chefe de família e que até ajuda a mulher, que é empresária, deu-lhe alguma confiança.
Será que dá aos eleitores (ou , sobretudo, às eleitoras)?
Em que ano é que gravaram a entrevista?Era em directo, ontem? Mesmo?
Isto vai de mal a pior.
E o Costa?Acostou-se à Câmara, porque mais vale um passaro na mão...? Ou é para depois desistir e deixar o seu seguidor, fazendo dois em um?
Poupem-nos !

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Telejornais

O circo mediático que se gera sobre as não notícias - vidé a reunião da comissão política do PS - é impressionante. E este é apenas um exemplo de uma longa série que se repete incessantemente. Ou, a exploração imoral do sofrimento das pessoas na sequência de um qualquer acidente, repetindo em dias sucessivos as mesmas imagens, sem que nada se acrescente a título noticioso. Pelo contrário, para preencherem mais uns minutinhos o que fazem é voltar a passar em revista as  imagens de todos os acidentes parecidos que aconteceram nos últimos 10 anos. Pelo menos sempre tem a vantagem de  deixarem, por uns momentos, de falar na crise...

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

'Seguro não admite o regresso ao passado.'

Está numa de back to the future.
Isto nao é uma novela.Estamos na ficção cientifica !

O Expresso avança que o Costa avança...

E será que o Costa avança? Expressamente ? Seguramente!
Contra o Seguro?
Contra Seara?

Reforma Autárquica

Já ninguém tem memória da última reforma integrada feita relativamente à divisão territorial e funcional da administração local. Que seria necessário adaptá-la aos novos tempos, parece ser de senso comum. Mas foi preciso vir alguém de fora ( ATroika, que bem haja ) para a impôr. Porque por cá, como sempre, a politiquice, a cobardia e a mesquinhez se sobrepõem à sabedoria e ao conhecimento, ou seja aos superiores interesses da Nação. E assim, por obrigação e a contragosto - para nórdico ver -  lá se fez uma pequena tentativa de reforma, obviamente contestada por muitos, como sempre acontece. Foi mais uma oportunidade perdida. Não faria mais sentido ter aproveitado para repensar  também os municípios, sua funções e financiamento? E só depois e de forma integrada as freguesias, no âmbito da nova divisão municipal? Faz sentido continuarmos a ter municípios que apenas têm uns poucos milhares de eleitores? Ou municípios anacrónicos como o de Sintra?

domingo, 27 de janeiro de 2013

Sporting

Sempre nos foi dito que o futebol era um bom escape para as dificuldades que a vida nos apresenta. E era o que devia ser. Infelizmente para nós sportinguistas, já nem o futebol nos ajuda a esquecer. Antes pelo contrário, acentua os sintomas de descrença e tristeza, já que o Sporting se tornou num espelho perfeito do país. Vem tudo isto a propósito de mais um mau resultado, em casa contra o Guimarães. A equipa está melhor, joga um pouco mais, mereceu até ganhar, mas... As deficiências estruturais, o excesso de défice financeiro e a falta de liderança continuam a ser demasiado marcantes. Faz lembrar outra realidade, não faz?

Hitler, 80 anos depois...

Como um cabo Austríaco chegou ao poder,
O desemprego, a pobreza , as imposições dos credores internacionais e uma série de infelizes coincidências fizeram da Alemanha um país totalitário e colocaram o Mundo em sobressalto.
Com uma maioria eleitoral, ainda que não tenha sido absoluta , chegou ao poder e foi responsável por uma das épocas mais negras da História Universal.
Porque a História , muitas vezes , se repete, tenham os líderes actuais o descernimento e retirem as devidas ilações .
Em muitos pontos existem semelhanças no período actual. Sinistras semelhanças.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

O tempo pergunta ao tempo ....

É mais ou menos assim:
' O tempo pergunta ao tempo, quanto tempo o tempo tem e o tempo responde ao tempo, que o tempo tem tanto tempo, quanto tempo o tempo tem'.
Tempo é uma ilusão . Ou será uma ficção ?
Não tenho tempo, preciso de mais tempo... Aqui é uma desculpa!
Tempos difíceis , mau tempo...  aqui há contrariedades!
Quanto tempo tem, todo o tempo do Mundo, ficção, de novo.
O tempo não ajuda. E quem ajuda?
Coitado do tempo.
Por agora chega.Vou usar o tempo que me resta para fazer qualquer coisa que não seja só falar do tempo.

Os políticos

São maus e muitos são desonestos. Todos, de todos os quadrantes políticos. Infelizmente a política tem sido uma forma de atingir rapidamente os objectivos de muitos, sem que para tal tivessem qualidade, seriedade, experiência. Em todas as gerações os melhores nunca escolheram este caminho. E este é verdadeiramente o problema. É que todos aqueles que poderiam ter barrado o acesso à actividade que deveria ser a mais nobre de todas, se demitiram dessa responsabilidade. Pelos mais variados motivos, todos atendíveis e aceitáveis. Mas a verdade é que todos, por omissão, contribuimos para a mediocridade com que fomos (des)governados nos últimos trinta e tal anos.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Portugal foi aos mercados e o Tó Zé está baralhado

Portugal foi aos mercados com muito sucesso.
É bom, mas não deve servir para travar as reformas, imprescindíveis.
Os bancos, sem dinheiro para apoiar a economia, vão agora apoiar mais a economia?
O Tó Zé , que não tem jeito para a função e a memória também não o ajuda, diz que já tinha dito antes que devíamos negociar os prazos.Livrem-nos de o ter a governar.
O Paulo, que tem mais noção, agradece aos Portugueses pelos esforços que o possibilitaram.Mas ele até foi contra muitas das medidas.
Resta-me dizer que se isto foi estratégia, foi bem esgalhada. Mas, por favor, não se deslumbrem.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Acerca da reforma do Estado

A primeira das reformas tem que ser de mentalidade e na relação que se estabelece entre o estado e os cidadãos. De facto, o comportamento do nosso estado ainda continua a ser o mesmo que foi introduzido no salazarismo: desconfiança do cidadão - quem não se lembra de ter que fazer pagamentos às finanças com cheque visado -  o estado é que é pessoa de bem, como pontos de partida. Como se o estado fosse um bem em si mesmo, que se auto-alimenta e que perdeu de vista porque é que existe. E esta postura nunca foi alterada, nem sequer abordada, por nenhum dos grandes líderes democráticos que nos têm governado ( Soares, Cavaco, Guterres, etc.).
O cidadão tem que começar a ser tratado como consumidor, a razão da existência do estado. Os verdadeiros donos do estado somos todos nós e não os seus agentes. A relação futura tem que se basear na confiança, no serviço e na responsabilização de cada um. Sem paternalismos. É claro que tal implicará uma maior exigência de civismo a cada um de nós.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Mitos sobre o povo português

É voz corrente que o povo português é hospitaleiro, pacífico, enfim um bom povo. O que nunca se diz é que também é um povo mesquinho, invejoso e acomodado. Que tende a nivelar tudo por baixo, na perspectiva de que se ele não tem, então ninguém pode ter. E, infelizmente, muitos dos que não são assim acabam por emigrar. E tudo isto foi agravado pelos desmandos pós-revolucionários que inculcaram nas gentes os famosos direitos, sem nunca se referirem os correspondentes deveres. Daí a falta de civismo aqui reinante.

Como eu gostava de escrever assim

A forma simples e súbtil , um verdadeiro dom, com que alguns transformam as palavras em sentimento e nos tocam tão profundamente, sempre produziram em mim um efeito mágico e uma vontade de conseguir escrever assim.
Dou por mim a ler e a pensar... 'porque não sou capaz de escrever como ele, porque não me lembrei desta frase ou daquela?'.
Não se trata de inveja, é uma admiração profunda.

O meu 'comboio de corda' por vezes também 'gira, a entreter a razão'.

Aqui fica um exemplo, entre tantos e tão brilhantes que escreveu.


'O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.'


Fernando Pessoa in Presença , nº 36. Coimbra: Novembro 1932

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

O desconfiado, o céptico , o paranóico e a fabula do Peru desconfiado.

Conhecem o provérbio 'quem é desconfiado não é certo'?
Pois ... Eu conheço desconfiados que o confirmam.
Às vezes a coisa fica tão grave que evolui para a paranóia.
Conhecem a fábula  do perú desconfiado?
É mais ou menos assim:
Era uma vez um perú e um galo que viviam muito felizes numa quinta.
Um belo dia apareceu uma raposa. O galo e o perú estavam em cima duma árvore.
O galo,tranquilo porque percebeu que a raposa não chegava lá acima, até dormiu.
O perú, muito desconfiado, deu voltas e mais voltas a controlar a raposa.Tantas voltas deu que ficou tonto e caiu da árvore.Acabou no bucho da raposa.
O galo pensou:coitado do perú , de tanto desconfiar cavou a sua sepultura.
Moral da fabula:há gente que de tanto desconfiar de tudo e de todos, vive com tanto medo que acaba por provocar a sua própria desgraça.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Os "Empatas" e os "Burrocratas" (assim mesmo, com dois erres)

Não sei se já alguma vez sentiram , em situações do dia a dia , ou de trabalho, que algumas pessoas são especialistas em complicar a vida dos outros.
Frases como 'isso é muito difícil ', 'não vai ser possível ', 'vai levar algum tempo', são especialidade destes seres.
O prazer que algumas pessoas têm em bloquear, não permitir e em complicar deve ter uma origem patológica , provavelmente conhecida do foro psiquiátrico .Um qualquer distúrbio da personalidade.
Conseguem , muitas vezes, transformar a nossa burocracia crónica em verdadeira burrocracia, a burocracia dos burros.
Desculpem, é que hoje tropecei num ser desta estirpe.
JDN

Acerca de mais uma greve do metro

Fala-se muito do défice do estado, mas pouco se tem falado - e feito - acerca do défice e da dívida acumulada monstruosa das empresas públicas de transportes. Resultado de décadas de desmando em que ninguém se quis, ou soube, opor aos vários interesses ali instalados - desde os trabalhadores aos gestores públicos, passando pelos responsáveis políticos - os altíssimos prejuízos apenas servem aqueles, à custa de todos os contribuintes. É pena, nomeadamente os líderes das centrais sindicais, nunca referirem estas realidades e, pelo contrário, apoiarem estas greves...

NN

Acordo ortográfico

Continua-se a ouvir um zumbido de fundo contra o acordo ortográfico. Será que alguém pensa que o português teria alguma hipótese de continuar a ser uma língua marcante sem o português do Brasil?

NN

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Da hipocrisia e do social e politicamente correcto


Ainda a propósito da Pepa, quando é que se vai começar a valorizar a verdade e a sinceridade? O que é que é afinal a chamada opinião dominante, senão as ideias defendidas por uma meia dúzia de pseudo bem pensantes e políticos sem coluna vertebral que, tendo acesso aos meios de comunicação, difundem tudo o que lhes parece ser suficientemente inócuo para não causar perturbações...
Começa a ser altura da maioria silenciosa - lembram-se ? -  que tem bom senso, obra feita e sem complexos se revoltar contra esta opressão da hipocrisia.
NN






Vistos para Moçambique

Acabei de ler na pagina do Facebook da TAP algo que me deixa chocada .
Qualquer português que queira viajar para Maputo deve ser portador de visto, emitido em Portugal e (pasmem) bilhete de ida e volta.
Aparentemente as autoridades locais não emitem vistos à chegada , o que implicará o repatriamento dos portugueses que cheguem sem os mesmos.
Só me apetece chamar-lhes ingratos. Melhor , até me apetecia dizer mais , mas é politicamente incorrecto
JDN

domingo, 13 de janeiro de 2013

Aaron Swartz

Tinha só 26 anos...
Foi, com 14 anos apenas , o criador dos RSS.
Brilhante , desde muito jovem , tinha , aparentemente , tudo para ser feliz.
Combatente pela livre circulação de conteúdos na Internet , estava a braços com a justiça.
Uma depressão levou-o a pôr termo à vida.
RIP Aaron

JDN

O meu apoio à Pepa... Melhor, à Filipa

O meu apoio à Pepa

A Pepa (acho Filipa um nome lindo e não precisa do 'Pepa ' para nada) é uma jovem bonita, de 25 anos , que estudou e tem todo o direito a ter um sonho, ainda que seja uma mala Chanel.
A Filipa (porque as Pepas, as Cinhas e congéneres não fazem falta) não emigrou e , com o parco salário de 700 euros , trabalha e poupa para realizar um sonho.
Ainda bem que a Filipa tem sonhos.Ainda bem que , neste clima depressivo , os nossos jovens ainda estudam, trabalham e sonham. É um excelente sinal para a nossa sociedade.
O que os ignorantes e os invejosos não percebem é que todos têm direito a sonhar, devem ter a liberdade de partilhar os seus desejos e , já agora, que uma mala de qualidade pode durar uma vida.
Agora que a Filipa compreendeu que falar com o sotaque 'tipo' Cascais ( que os que lá vivem não usam) não lhe faz falta deve aproveitar todo este 'ruído ' para melhorar a sua vida profissional e poder realizar o seu sonho mais cedo.
Felicidades Filipa e continue a ter sonhos? Não ligue aos que se consomem só sendo invejosos e mesquinhos, porque pensaram que era uma menina rica.
Se fosse, muito provavelmente já tinha a dita mala (porque carteira é outra coisa).