quarta-feira, 26 de junho de 2013
Sindicatos e parceiros sociais
Fala-se muito dos sindicatos, da sua contestação ao governo, das greves, do seu poder. O que ninguém nunca aborda é a representatividade efectiva dos mesmos. Por exemplo, nunca se perguntaram qual era a percentagem de bancários inscritos e a pagar quotas ao seu sindicato? Ou os professores? Ou... Também nunca se vê a afirmação clara que, na prática, os sindicatos são uma mera extensão dos partidos, nomeadamente o PCP e o PS, sendo por estes completamente instrumentalizados. Ou então como é que se explicaria a sua agenda claramente política? Ou a filiação partidária dos seus dirigentes? Aliás estes também representam um aspecto interessante de para análise. Perpetuam-se nos lugares dirigentes. Alguns estão no sindicato há mais de 30 anos. Como é que podem representar os seus associados nas questões laborais se já nem se lembram do que é trabalhar? Para terminar só queria também referir que tenho as mesmas dúvidas no que diz respeito à real representatividade que as confederações patronais têm relativamente à maioria do tecido empresarial português. Em conclusão, se não há real representação dos cidadãos nos partidos políticos também não será nos chamados parceiros sociais que a vamos encontrar.
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