Aquela que foi uma jogada de mestre de Alberto da Ponte, Miguel Relvas e da RTP, na luta por audiências, tem, ao longo do dia de hoje, despertado inúmeras reacções negativas. A estação pública de televisão não esconde o intuito de tal decisão, que tem tudo para se mostrar estrategicamente brilhante.
O indivíduo, vou procurar referir-me a ele apenas nestes termos, embora mereça pior, já provou no passado que sabe cativar a atenção das pessoas, e tendo em conta a falta de memória característica do nosso povo, este novo espaço tem tudo a seu favor para ter excelentes audiências, possibilitando ainda ao nosso ex primeiro ministro preparar o seu regresso à vida política.
A maioria das pessoas, na sua pequenez, tende a criticar esta aposta lembrando o trabalho passado do "engenheiro", mas não podemos esquecer que ele melhor que ninguém, percebe o que se está a passar no nosso país e as respectivas causas. Por isso, confirmando-se as notícias de que não vai ser remunerado, deixem pelo menos uma vez que seja, o estudante de ciência política ajudar o país.
É verdade que não podemos esquecer o que ele fez, mas não é menos verdade que a RTP, tendo em conta a sua situação deficitária, necessita de receitas. Agora pensem no acréscimo de receitas publicitárias que o tempo de antena deste senhor irá gerar, e na utilidade destas para a sobrevivência do serviço público de televisão. Será que aquele, que ao nível do valor cobrado por minuto de anúncio, se afigura como o superbowl semanal, (nas suas devidas proporções), pode ajudar a evitar aquela que parece ser uma inevitável privatização?
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