É uma pena assistir à continua degradação da imagem pública de pessoas que não o mereciam. Mas a sede de protagonismo, a auto-estima excessiva e a idade avançada embaciam a clareza de pensamento. Refiro-me a Mário Soares. Desde que abandonou a presidência da república não foi capaz de manter o distanciamento que se lhe pedia. Pelo contrário, continuou a intervir - muitas vezes mal - a ser candidato - e a ser copiosamente derrotado e humilhado - enfim a degradar continuamente a imagem de pai da democracia que lhe era devida. O ponto alto da queda aconteceu na passada semana. A demagogia subiu a altos nunca antes alcançados. O objectivo da conferência que realizou era apenas o de derrubar o governo. Respondendo à questão do que aconteceria depois, teve o displante de responder que isso já não seria com ele! E o País? E as consequências negativas? Tudo isto vindo de alguém que quando foi primeiro ministro pôs o socialismo na gaveta em nome do interesse nacional...
O melhor que este senhor poderia fazer hoje pelo País seria remeter-se ao silêncio e dar lugar a quem tem uma postura séria e responsável.
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