segunda-feira, 8 de abril de 2013

A montanha pariu ... um coelho

Estávamos todos, nos últimos dias, com a esperança de mudanças na vida do nosso país e consequentemente nas nossas.
Que a decisão do Tribunal Constitucional fosse no sentido de acabar com o confisco nas reformas de quem trabalhou e descontou durante uma vida (e só desses) concordaria e sempre a defendi, pois consubstanciava um incumprimento contratual de Estado para com os cidadãos , a quem nunca foi dada a possibilidade de escolherem a sua previdência. Ainda assim, assumiram como constitucional a taxa de solidariedade, o que me parece um contra senso.
Já no caso dos subsídios da função publica, que representam o tal corte na despesa pública que se reclama por unanimidade, resolveram considerar inconstitucional.Não vai de encontro às necessidades do país mas resolve o problema dos próprios decisores que, também eles, são funcionários públicos.
Conhecida a decisão, houve uma onda de esperança, porque somos assim e achamos que o D. Sebastião virá sempre, para nos salvar e por isso não precisamos de fazer nada.
O Governo reuniu e nada.
O Primeiro Ministro foi a Belém, talvez chorar no ombro do Presidente... e nada.Diz-se que saiu com legitimidade para governar, mas isso já tinha antes, porque tem uma maioria parlamentar.Ficou só com um problema maior para resolver a nível das contas públicas.
Também me pergunto se haverá dinheiro para pagar os retroactivos.E se não houver?
Depois vem um discurso do Primeiro Ministro que, à hora marcada (o que é raro neste país) entrou de rompante e leu, sem teleponto ( como o  fazia o seu antecessor) de uma forma atabalhoada, um texto que só nos deu uma certeza. Não vamos ter mais impostos.
Mas, aumentando as comparticipações na saúde e na educação,vamos ter mais Taxas ,o que torna o efeito final muito parecido pois , na prática, ficamos com menos dinheiro. A diferença é que só pagamos se utilizarmos.
Por exemplo: se não utilizar os hospitais não paga e até pode ser que morra mais depressa, o que , no caso dos pensionistas e dos desempregados pode, no limite, traduzir-se numa diminuição da despesa pública.
E agora?, perguntamos todos.
Eu já estou como o outro , prognósticos só no fim do 'jogo'.
Agora ficamos, como já estávamos, dependentes dos senhores de Bruxelas, do FMI e ,sobretudo , da boa vontade da Alemanha.
Também ficamos a saber que o maior Partido da oposição tem um líder que só fala no dia seguinte. Deve vir aí a nossa salvação. Depois de tanta reflexão só pode sair um discurso fantástico.
O resto será com o D. Sebastião, porque nós não sabemos como agir.
Mas não é tudo mau porque temos boas estradas. Caras mas boas.
Foi o prémio da perda da nossa independência e autosuficiência (na agricultura , nas pescas, nos cereais, no leite, etc.).
Venderam o nosso país e nem demos por isso. Somos uns trouxas.


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