Vivemos na era da informação. O mundo é verdadeiramente uma aldeia
global.
É inegável esta realidade, em que as pessoas aparentemente não convivem
tanto, ausentando-se da esfera pública e despendendo mais tempo à frente do seu
computador e televisão. Mas não podemos esquecer, que esses mesmos ecrãs as
colocam em contacto com o mundo, ultrapassando todas as barreiras naturais e
ideológicas.
O audiovisual está por todo o lado, há que tomar conhecimento das suas
potencialidades, e explorá-las, em vez de assistir passivamente. Que a expansão por
estes meios gerada, alimente a criatividade e conduza ao desenvolvimento.
Numa época em que informação é poder, este enganador desligar da
sociedade, não passa disso mesmo. Hoje, mais do que nunca, as pessoas tem uma
ligação ao exterior como nunca houve antes na história.
Só graças à difusão dos mais variados referentes culturais, e ao confronto das
diferentes identidades nacionais que estes meios permitem, é que se explica que
presentemente seja possível testemunhar uma tremenda multiculturalidade, neste cada
vez mais pequeno mundo em que habitamos.
Este afunilar do planeta, ligado por ecrãs, só vem contradizer a teoria que a
tecnologia isola as pessoas. Como provas do contrário, temos vários aspectos que à
primeira vista pode parecer que nada tem a ver. Fenómenos como a expansão do fado além fronteiras, a moda da comida japonesa ou a vinda de milhares de estrangeiros
anualmente para jogar golfe, fazer surf ou ir a praia, há alguns anos eram
impensáveis. Actualmente, nem nos passa pela cabeça que possa ser de outra maneira,
já se tornou hábito, mas tal não teria sido possível sem a forte contribuição dos meios
de comunicação.
Se antes tínhamos as pessoas reunidas em grupo nos espaços públicos, hoje
estas optam por contactar com o mundo, aproximando as diferentes regiões do globo,
tomando conhecimento das diversas práticas e costumes.
Assistimos a um quebrar das fronteiras, e ao acentuar duma aparente liberdade
de circulação da informação. Porque é que, é ainda apenas aparente e não total esta
liberdade? A resposta, é muito mais simples do que parece. Algumas pessoas ou
instituições só dizem o que querem, outras, por sua vez, só ouvem o que lhes convém.
Porque é que tal situação se verifica? Temos vários motivos, desde a
ignorância às pressões exteriores das mais variadas ordens. Por isso, para
entendermos uma mensagem não podemos apenas concentrar-nos no seu conteúdo,
temos também que levar em conta o contexto em que esta se insere. E como os
diferentes factores se encontram interligados através dos vários meios de
comunicação, temos aqui mais uma prova bastante forte de que o audiovisual não
contribuiu para o isolamento do individuo, mas sim ajuda a encurtar distâncias e
aproximar os diferentes pontos do globo.
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