quarta-feira, 6 de março de 2013
O mito de Chavez
Já sabemos que depois de mortos somos todos bons, para não dizer uns santos. Mas aflige-me assistir ao branqueamento da figura do ditador Chavez. Este senhor, recorrendo à força e a truques que se usaram na Europa nos anos trinta - referendar a ditadura - utilizou as forças armadas - de onde provinha - e um populismo primário para se perpetuar no poder. No caminho destruiu a frágil economia venezuelana, tentou acabar com a classe média e criou uma nova oligarquia. Para já não falar nas ridículas tentativas de ingerência noutros países da América latina para disseminar a "revolução bolivariana". Nacionalizou, entre outros, bancos e o sector petrolífero, fechou orgãos de informação que se lhe opunham, institucionalizou a miséria e o assistencialismo estatal. A verdade é que a Venezuela nunca produziu tão pouco petróleo como agora, apesar de a sua sobrevivência depender inteiramente desta matéria-prima. Deixou, sem dúvida, a sua marca mas, infelizmente para os venezuelanos, a herança que fica é pesadíssima.
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