quarta-feira, 26 de junho de 2013
Sindicatos e parceiros sociais
Fala-se muito dos sindicatos, da sua contestação ao governo, das greves, do seu poder. O que ninguém nunca aborda é a representatividade efectiva dos mesmos. Por exemplo, nunca se perguntaram qual era a percentagem de bancários inscritos e a pagar quotas ao seu sindicato? Ou os professores? Ou... Também nunca se vê a afirmação clara que, na prática, os sindicatos são uma mera extensão dos partidos, nomeadamente o PCP e o PS, sendo por estes completamente instrumentalizados. Ou então como é que se explicaria a sua agenda claramente política? Ou a filiação partidária dos seus dirigentes? Aliás estes também representam um aspecto interessante de para análise. Perpetuam-se nos lugares dirigentes. Alguns estão no sindicato há mais de 30 anos. Como é que podem representar os seus associados nas questões laborais se já nem se lembram do que é trabalhar? Para terminar só queria também referir que tenho as mesmas dúvidas no que diz respeito à real representatividade que as confederações patronais têm relativamente à maioria do tecido empresarial português. Em conclusão, se não há real representação dos cidadãos nos partidos políticos também não será nos chamados parceiros sociais que a vamos encontrar.
terça-feira, 4 de junho de 2013
Celebrar a vida
Nestes tempos difíceis que o País atravessa, onde todos temos que enfrentar dificuldades nunca esperadas, parece que a vaga de descrença e desesperança é demasiado forte para ser contrariada. Parece, mas não é, nem deverá ser. É precisamente nestes momentos que temos que dar valor à vida e aquelas muitas vezes pequenas coisas que lhe dão um valor inestimável. Um dia de sol. Um beijo dos filhos. O carinho da família. A saúde. Ler um livro, sentado à sombra de uma árvore. Em qualquer circunstância temos o dever de sermos o mais felizes que podermos. Para isso, não nos podemos esquecer de valorizar as partes boas da vida.
segunda-feira, 3 de junho de 2013
Mário Soares
É uma pena assistir à continua degradação da imagem pública de pessoas que não o mereciam. Mas a sede de protagonismo, a auto-estima excessiva e a idade avançada embaciam a clareza de pensamento. Refiro-me a Mário Soares. Desde que abandonou a presidência da república não foi capaz de manter o distanciamento que se lhe pedia. Pelo contrário, continuou a intervir - muitas vezes mal - a ser candidato - e a ser copiosamente derrotado e humilhado - enfim a degradar continuamente a imagem de pai da democracia que lhe era devida. O ponto alto da queda aconteceu na passada semana. A demagogia subiu a altos nunca antes alcançados. O objectivo da conferência que realizou era apenas o de derrubar o governo. Respondendo à questão do que aconteceria depois, teve o displante de responder que isso já não seria com ele! E o País? E as consequências negativas? Tudo isto vindo de alguém que quando foi primeiro ministro pôs o socialismo na gaveta em nome do interesse nacional...
O melhor que este senhor poderia fazer hoje pelo País seria remeter-se ao silêncio e dar lugar a quem tem uma postura séria e responsável.
O melhor que este senhor poderia fazer hoje pelo País seria remeter-se ao silêncio e dar lugar a quem tem uma postura séria e responsável.
Subscrever:
Comentários (Atom)