quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Os porquês da revolta

Da leitura dos meus textos já publicados neste blog, poder-se-ia inferir que sou uma pessoa amargurada, que não gosta do seu país ou dos seus habitantes. Nada mais longe da verdade! Temos um país maravilhoso, com um óptimo clima, de gente pacífica, sem conflitos religiosos, étnicos ou regionais. Por isso fácil de governar?! Nem tanto, como todos temos visto. Mas é porque ainda acho que vale a pena, que me revolto. E apenas em português e para portugueses. Se algum estrangeiro vier fazer críticas idênticas às minhas serei o primeiro a rebatê-las, ainda que tenha que ser bastante criativo na argumentação.

Ulrich, o banqueiro (bancário) sem abrigo.Já não se aguenta!

Os bancários, armados em banqueiros, deste país, deviam ter algum decoro e ser mais comedidos nas afirmações.
Este senhor que acha que o povo aguenta mais austeridade e que diz 'se os sem abrigo aguentam...', perdeu outra enorme oportunidade de ficar calado.
Não presta um bom serviço ao BPI.
A Banca, que tem uma quota de responsabilidade em toda esta situação, deveria estar entregue a gestores mais sérios e responsáveis.
Como na política, ainda há um longo caminho a percorrer.
http://expresso.sapo.pt/ulrich-se-os-sem-abrigo-aguentam-porque-e-que-nos-nao-aguentamos=f783682

Seguro , um pouco mais seguro

Ontem vi, com atenção o Tó Zé, na SIC.
Fiquei a saber que só quem é chefe de família é que pode ser Primeiro Ministro, pasme-se.
O dizer, tantas vezes, que é chefe de família e que até ajuda a mulher, que é empresária, deu-lhe alguma confiança.
Será que dá aos eleitores (ou , sobretudo, às eleitoras)?
Em que ano é que gravaram a entrevista?Era em directo, ontem? Mesmo?
Isto vai de mal a pior.
E o Costa?Acostou-se à Câmara, porque mais vale um passaro na mão...? Ou é para depois desistir e deixar o seu seguidor, fazendo dois em um?
Poupem-nos !

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Telejornais

O circo mediático que se gera sobre as não notícias - vidé a reunião da comissão política do PS - é impressionante. E este é apenas um exemplo de uma longa série que se repete incessantemente. Ou, a exploração imoral do sofrimento das pessoas na sequência de um qualquer acidente, repetindo em dias sucessivos as mesmas imagens, sem que nada se acrescente a título noticioso. Pelo contrário, para preencherem mais uns minutinhos o que fazem é voltar a passar em revista as  imagens de todos os acidentes parecidos que aconteceram nos últimos 10 anos. Pelo menos sempre tem a vantagem de  deixarem, por uns momentos, de falar na crise...

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

'Seguro não admite o regresso ao passado.'

Está numa de back to the future.
Isto nao é uma novela.Estamos na ficção cientifica !

O Expresso avança que o Costa avança...

E será que o Costa avança? Expressamente ? Seguramente!
Contra o Seguro?
Contra Seara?

Reforma Autárquica

Já ninguém tem memória da última reforma integrada feita relativamente à divisão territorial e funcional da administração local. Que seria necessário adaptá-la aos novos tempos, parece ser de senso comum. Mas foi preciso vir alguém de fora ( ATroika, que bem haja ) para a impôr. Porque por cá, como sempre, a politiquice, a cobardia e a mesquinhez se sobrepõem à sabedoria e ao conhecimento, ou seja aos superiores interesses da Nação. E assim, por obrigação e a contragosto - para nórdico ver -  lá se fez uma pequena tentativa de reforma, obviamente contestada por muitos, como sempre acontece. Foi mais uma oportunidade perdida. Não faria mais sentido ter aproveitado para repensar  também os municípios, sua funções e financiamento? E só depois e de forma integrada as freguesias, no âmbito da nova divisão municipal? Faz sentido continuarmos a ter municípios que apenas têm uns poucos milhares de eleitores? Ou municípios anacrónicos como o de Sintra?

domingo, 27 de janeiro de 2013

Sporting

Sempre nos foi dito que o futebol era um bom escape para as dificuldades que a vida nos apresenta. E era o que devia ser. Infelizmente para nós sportinguistas, já nem o futebol nos ajuda a esquecer. Antes pelo contrário, acentua os sintomas de descrença e tristeza, já que o Sporting se tornou num espelho perfeito do país. Vem tudo isto a propósito de mais um mau resultado, em casa contra o Guimarães. A equipa está melhor, joga um pouco mais, mereceu até ganhar, mas... As deficiências estruturais, o excesso de défice financeiro e a falta de liderança continuam a ser demasiado marcantes. Faz lembrar outra realidade, não faz?

Hitler, 80 anos depois...

Como um cabo Austríaco chegou ao poder,
O desemprego, a pobreza , as imposições dos credores internacionais e uma série de infelizes coincidências fizeram da Alemanha um país totalitário e colocaram o Mundo em sobressalto.
Com uma maioria eleitoral, ainda que não tenha sido absoluta , chegou ao poder e foi responsável por uma das épocas mais negras da História Universal.
Porque a História , muitas vezes , se repete, tenham os líderes actuais o descernimento e retirem as devidas ilações .
Em muitos pontos existem semelhanças no período actual. Sinistras semelhanças.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

O tempo pergunta ao tempo ....

É mais ou menos assim:
' O tempo pergunta ao tempo, quanto tempo o tempo tem e o tempo responde ao tempo, que o tempo tem tanto tempo, quanto tempo o tempo tem'.
Tempo é uma ilusão . Ou será uma ficção ?
Não tenho tempo, preciso de mais tempo... Aqui é uma desculpa!
Tempos difíceis , mau tempo...  aqui há contrariedades!
Quanto tempo tem, todo o tempo do Mundo, ficção, de novo.
O tempo não ajuda. E quem ajuda?
Coitado do tempo.
Por agora chega.Vou usar o tempo que me resta para fazer qualquer coisa que não seja só falar do tempo.

Os políticos

São maus e muitos são desonestos. Todos, de todos os quadrantes políticos. Infelizmente a política tem sido uma forma de atingir rapidamente os objectivos de muitos, sem que para tal tivessem qualidade, seriedade, experiência. Em todas as gerações os melhores nunca escolheram este caminho. E este é verdadeiramente o problema. É que todos aqueles que poderiam ter barrado o acesso à actividade que deveria ser a mais nobre de todas, se demitiram dessa responsabilidade. Pelos mais variados motivos, todos atendíveis e aceitáveis. Mas a verdade é que todos, por omissão, contribuimos para a mediocridade com que fomos (des)governados nos últimos trinta e tal anos.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Portugal foi aos mercados e o Tó Zé está baralhado

Portugal foi aos mercados com muito sucesso.
É bom, mas não deve servir para travar as reformas, imprescindíveis.
Os bancos, sem dinheiro para apoiar a economia, vão agora apoiar mais a economia?
O Tó Zé , que não tem jeito para a função e a memória também não o ajuda, diz que já tinha dito antes que devíamos negociar os prazos.Livrem-nos de o ter a governar.
O Paulo, que tem mais noção, agradece aos Portugueses pelos esforços que o possibilitaram.Mas ele até foi contra muitas das medidas.
Resta-me dizer que se isto foi estratégia, foi bem esgalhada. Mas, por favor, não se deslumbrem.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Acerca da reforma do Estado

A primeira das reformas tem que ser de mentalidade e na relação que se estabelece entre o estado e os cidadãos. De facto, o comportamento do nosso estado ainda continua a ser o mesmo que foi introduzido no salazarismo: desconfiança do cidadão - quem não se lembra de ter que fazer pagamentos às finanças com cheque visado -  o estado é que é pessoa de bem, como pontos de partida. Como se o estado fosse um bem em si mesmo, que se auto-alimenta e que perdeu de vista porque é que existe. E esta postura nunca foi alterada, nem sequer abordada, por nenhum dos grandes líderes democráticos que nos têm governado ( Soares, Cavaco, Guterres, etc.).
O cidadão tem que começar a ser tratado como consumidor, a razão da existência do estado. Os verdadeiros donos do estado somos todos nós e não os seus agentes. A relação futura tem que se basear na confiança, no serviço e na responsabilização de cada um. Sem paternalismos. É claro que tal implicará uma maior exigência de civismo a cada um de nós.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Mitos sobre o povo português

É voz corrente que o povo português é hospitaleiro, pacífico, enfim um bom povo. O que nunca se diz é que também é um povo mesquinho, invejoso e acomodado. Que tende a nivelar tudo por baixo, na perspectiva de que se ele não tem, então ninguém pode ter. E, infelizmente, muitos dos que não são assim acabam por emigrar. E tudo isto foi agravado pelos desmandos pós-revolucionários que inculcaram nas gentes os famosos direitos, sem nunca se referirem os correspondentes deveres. Daí a falta de civismo aqui reinante.

Como eu gostava de escrever assim

A forma simples e súbtil , um verdadeiro dom, com que alguns transformam as palavras em sentimento e nos tocam tão profundamente, sempre produziram em mim um efeito mágico e uma vontade de conseguir escrever assim.
Dou por mim a ler e a pensar... 'porque não sou capaz de escrever como ele, porque não me lembrei desta frase ou daquela?'.
Não se trata de inveja, é uma admiração profunda.

O meu 'comboio de corda' por vezes também 'gira, a entreter a razão'.

Aqui fica um exemplo, entre tantos e tão brilhantes que escreveu.


'O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.'


Fernando Pessoa in Presença , nº 36. Coimbra: Novembro 1932

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

O desconfiado, o céptico , o paranóico e a fabula do Peru desconfiado.

Conhecem o provérbio 'quem é desconfiado não é certo'?
Pois ... Eu conheço desconfiados que o confirmam.
Às vezes a coisa fica tão grave que evolui para a paranóia.
Conhecem a fábula  do perú desconfiado?
É mais ou menos assim:
Era uma vez um perú e um galo que viviam muito felizes numa quinta.
Um belo dia apareceu uma raposa. O galo e o perú estavam em cima duma árvore.
O galo,tranquilo porque percebeu que a raposa não chegava lá acima, até dormiu.
O perú, muito desconfiado, deu voltas e mais voltas a controlar a raposa.Tantas voltas deu que ficou tonto e caiu da árvore.Acabou no bucho da raposa.
O galo pensou:coitado do perú , de tanto desconfiar cavou a sua sepultura.
Moral da fabula:há gente que de tanto desconfiar de tudo e de todos, vive com tanto medo que acaba por provocar a sua própria desgraça.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Os "Empatas" e os "Burrocratas" (assim mesmo, com dois erres)

Não sei se já alguma vez sentiram , em situações do dia a dia , ou de trabalho, que algumas pessoas são especialistas em complicar a vida dos outros.
Frases como 'isso é muito difícil ', 'não vai ser possível ', 'vai levar algum tempo', são especialidade destes seres.
O prazer que algumas pessoas têm em bloquear, não permitir e em complicar deve ter uma origem patológica , provavelmente conhecida do foro psiquiátrico .Um qualquer distúrbio da personalidade.
Conseguem , muitas vezes, transformar a nossa burocracia crónica em verdadeira burrocracia, a burocracia dos burros.
Desculpem, é que hoje tropecei num ser desta estirpe.
JDN

Acerca de mais uma greve do metro

Fala-se muito do défice do estado, mas pouco se tem falado - e feito - acerca do défice e da dívida acumulada monstruosa das empresas públicas de transportes. Resultado de décadas de desmando em que ninguém se quis, ou soube, opor aos vários interesses ali instalados - desde os trabalhadores aos gestores públicos, passando pelos responsáveis políticos - os altíssimos prejuízos apenas servem aqueles, à custa de todos os contribuintes. É pena, nomeadamente os líderes das centrais sindicais, nunca referirem estas realidades e, pelo contrário, apoiarem estas greves...

NN

Acordo ortográfico

Continua-se a ouvir um zumbido de fundo contra o acordo ortográfico. Será que alguém pensa que o português teria alguma hipótese de continuar a ser uma língua marcante sem o português do Brasil?

NN

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Da hipocrisia e do social e politicamente correcto


Ainda a propósito da Pepa, quando é que se vai começar a valorizar a verdade e a sinceridade? O que é que é afinal a chamada opinião dominante, senão as ideias defendidas por uma meia dúzia de pseudo bem pensantes e políticos sem coluna vertebral que, tendo acesso aos meios de comunicação, difundem tudo o que lhes parece ser suficientemente inócuo para não causar perturbações...
Começa a ser altura da maioria silenciosa - lembram-se ? -  que tem bom senso, obra feita e sem complexos se revoltar contra esta opressão da hipocrisia.
NN






Vistos para Moçambique

Acabei de ler na pagina do Facebook da TAP algo que me deixa chocada .
Qualquer português que queira viajar para Maputo deve ser portador de visto, emitido em Portugal e (pasmem) bilhete de ida e volta.
Aparentemente as autoridades locais não emitem vistos à chegada , o que implicará o repatriamento dos portugueses que cheguem sem os mesmos.
Só me apetece chamar-lhes ingratos. Melhor , até me apetecia dizer mais , mas é politicamente incorrecto
JDN

domingo, 13 de janeiro de 2013

Aaron Swartz

Tinha só 26 anos...
Foi, com 14 anos apenas , o criador dos RSS.
Brilhante , desde muito jovem , tinha , aparentemente , tudo para ser feliz.
Combatente pela livre circulação de conteúdos na Internet , estava a braços com a justiça.
Uma depressão levou-o a pôr termo à vida.
RIP Aaron

JDN

O meu apoio à Pepa... Melhor, à Filipa

O meu apoio à Pepa

A Pepa (acho Filipa um nome lindo e não precisa do 'Pepa ' para nada) é uma jovem bonita, de 25 anos , que estudou e tem todo o direito a ter um sonho, ainda que seja uma mala Chanel.
A Filipa (porque as Pepas, as Cinhas e congéneres não fazem falta) não emigrou e , com o parco salário de 700 euros , trabalha e poupa para realizar um sonho.
Ainda bem que a Filipa tem sonhos.Ainda bem que , neste clima depressivo , os nossos jovens ainda estudam, trabalham e sonham. É um excelente sinal para a nossa sociedade.
O que os ignorantes e os invejosos não percebem é que todos têm direito a sonhar, devem ter a liberdade de partilhar os seus desejos e , já agora, que uma mala de qualidade pode durar uma vida.
Agora que a Filipa compreendeu que falar com o sotaque 'tipo' Cascais ( que os que lá vivem não usam) não lhe faz falta deve aproveitar todo este 'ruído ' para melhorar a sua vida profissional e poder realizar o seu sonho mais cedo.
Felicidades Filipa e continue a ter sonhos? Não ligue aos que se consomem só sendo invejosos e mesquinhos, porque pensaram que era uma menina rica.
Se fosse, muito provavelmente já tinha a dita mala (porque carteira é outra coisa).