Sobre a cobertura noticiosa da guerra israelo-palestiniana
Começo por dizer que me choca, como a todos, ver a população civil a sofrer as consequências de qualquer guerra. Mas também me custa ver que os jornalistas, sempre muito corporativistas e socialmente correctos, tomam de uma forma vergonhosa a chamada causa dos palestinianos. Sem nunca se perguntarem sobre as causas do conflito. Sem nunca se questionarem sobre a necessidade do único estado democrático da região se ver obrigado a intervir desta forma. As causas do conflito israelo-palestiniano remontam a 1948. Nessa altura, o recém criado estado de Israel foi atacado por todos os estados árabes que o cercavam. Perdida, por incompetência, essa guerra, obrigaram todos locais muçulmanos que viviam nesses territórios a abandonarem os mesmos. Criaram-se os campos de refugiados nos países adjacentes, melhor forma de manter o conflito sempre latente. Ao mesmo tempo, esses países nunca deixaram os palestinianos integrarem-se nas suas sociedades. Lembro que todos são ditaduras e que dá sempre jeito ter um inimigo externo ali à mão. Dito isto, vamos à situação actual. O Hamas, organização terrorista, tomou pela força o poder em Gaza. O sistema de governo é, obviamente, uma ditadura teocrática, apoiada pelo Irão. E pelos subsídios socialmente correctos da União Europeia... . Para justificarem a existência têm que manter um estado de guerra permanente. E os seus líderes não hesitam em sacrificar a sua população civil para o efeito. Desde logo para, à custa das vítimas civis, fazerem todo um trabalho de relações públicas que os faz passar de agressores a vítimas, assim conseguindo obter mais ajudas internacionais. Senão qual seria a necessidade dos túneis? Se estou enganado porque é que não evacuam os civis das zonas onde Israel avisa previamente que irá bombardear? Se não porque é que utilizam instalações da Onu para, cobardemente, esconderem os seus combatentes?
NN
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