É uma pena assistir à continua degradação da imagem pública de pessoas que não o mereciam. Mas a sede de protagonismo, a auto-estima excessiva e a idade avançada embaciam a clareza de pensamento. Refiro-me a Mário Soares. Desde que abandonou a presidência da república não foi capaz de manter o distanciamento que se lhe pedia. Pelo contrário, continuou a intervir - muitas vezes mal - a ser candidato - e a ser copiosamente derrotado e humilhado - enfim a degradar continuamente a imagem de pai da democracia que lhe era devida. O ponto alto da queda aconteceu na passada semana. A demagogia subiu a altos nunca antes alcançados. O objectivo da conferência que realizou era apenas o de derrubar o governo. Respondendo à questão do que aconteceria depois, teve o displante de responder que isso já não seria com ele! E o País? E as consequências negativas? Tudo isto vindo de alguém que quando foi primeiro ministro pôs o socialismo na gaveta em nome do interesse nacional...
O melhor que este senhor poderia fazer hoje pelo País seria remeter-se ao silêncio e dar lugar a quem tem uma postura séria e responsável.
segunda-feira, 3 de junho de 2013
domingo, 19 de maio de 2013
Há Gatsbys e Gatsbys
Como sabem, já existiram quatro versões do Grande Gatsby, uma delas , a versão da obra de Fritzgerald, de 1974, marcou a minha adolescência. Talvez por ter deixado uma doce reminiscência romântica , o Gatsby tinha que ser visto de novo. O Filme foi estranho, com muitos efeitos e levando ao exagero alguns aspectos do Guião. Tanto estranhei que fui à FNAC comprar o de 1974. (sim eu compro filmes e musicas). Este sim é o meu Gatsby e não tem a ver com o Di Caprio ser mais feio do que o Robert Redford. Com muitas frases iguais, até a imagem do cartaz foi a mesma, e uma ou outra adaptação, este, o de 1974, é o meu Gatsby. E mais não digo, por enquanto, para não estragar a festa a quem ainda não viu. Fica um conselho, vejam os dois.
Domingo, dia difícil . Eu só gosto de meio domingo.
Os Domingos são dias estranhos, que nos causam um misto de sensações .
As manhãs são muito agradáveis.As tardes ... assim, assim.
Hoje a tarde terminou com uma maratona futebolística .
Depois de pensar um pouco, acho que faz todo o sentido passar a ser do Estoril. Afinal sempre é o clube do meu bairro, pelo menos o mais próximo.
Agora os Globos de Ouro (depois do Prof. Marcelo, claro), que são uma espécie de Óscares bacocos.
O grande problema é que amanhã é segunda feira e não me apetece mesmo nada.
As manhãs são muito agradáveis.As tardes ... assim, assim.
Hoje a tarde terminou com uma maratona futebolística .
Depois de pensar um pouco, acho que faz todo o sentido passar a ser do Estoril. Afinal sempre é o clube do meu bairro, pelo menos o mais próximo.
Agora os Globos de Ouro (depois do Prof. Marcelo, claro), que são uma espécie de Óscares bacocos.
O grande problema é que amanhã é segunda feira e não me apetece mesmo nada.
Fases
Há fases na vida das pessoas e dos países em que nada corre bem. O pior é que quando se trata do nosso país isso também nos afecta, quer queiramos quer não. E esta fase negativa está difícil de passar; pior parece que cada dia que passa se agrava ainda mais. Da política, governo ou oposição e das finanças nem vale a pena falar... Para agravar o Benfica não ganhou a Liga Europa, nem sequer o campeonato... E para agravar todas as disposições, não há maneira deste longo inverno nos deixar... Se nem sequer o clima nos ajuda é difícil de mudar a disposição. Resta-nos a esperança de que esta fase, como todas as outras - e por definição - também passe... E depressa!
quarta-feira, 15 de maio de 2013
"My Medical Choice" - Angelina Jolie
A maioria já deve saber que a actriz, de 37 anos, se submeteu a 3 meses de intervenções e cuidados médicos porque se deparou com 87% de probabilidades de desenvolver o cancro da mama, e 50% de desenvolver cancro no útero. Tudo isto provavelmente ligado ao facto de a sua mãe, Marcheline Bertrand, ter morrido aos 56 anos de cancro nos ovários.
Com este comunicado, que agora chega até nós e que tem sido apelidado de "My Medical Choice", pretende mostrar às mulheres que é possível prevenirem-se, que ninguém se deve render à genética. E temos de ser realistas o cancro é das principais causas de morte e sofrimento das pessoas à nossa volta, temos de nos precaver. Não vale a pena escondermo-nos atrás dos medos de possíveis diagnósticos ou de notícias que não queremos ouvir. Temos de ser corajosos e quem sabe ditar nós próprios as regras do jogo.
A actriz fez questão de afirmar que não se sente menos feminina ou menos mulher. Diz até sentir-se mais orgulhosa e forte por ter tomado esta decisão tão difícil.
Para as mais curiosas a actriz acrescentou que seu peito foi totalmente reconstruído com implantes. Acrescentou ainda que Brad Pitt foi muito importante ao longo de todo o processo e incentiva todos os que tiverem uma namorada/mulher a passar por uma situação semelhante, a terem consciência de que são uma parte muito importante de todo o processo.
No entanto a actriz frisou que "para já" foi só esta, isto é, fica em aberta a possibilidade da intervenção no ovário, que adiciona, ser bastante mais complicada.
Publicada por
Mariana Nunes
à(s)
quarta-feira, maio 15, 2013
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terça-feira, 7 de maio de 2013
Campeonato
Será que o Benfica não resolveu o campeonato ontem por ter sido contagiado pela má sorte dos sportinguistas? É que ontem éramos tantos a torcer pelos encarnados que podemos ter mexido com a proverbial "vaca" deste clube lisboeta... Mas juro que foi sem querer!!!
segunda-feira, 6 de maio de 2013
O 'Velho Continente' está doente! Alzheimer e Cancro
Acabadinha de chegar do novo mundo, também ele com alguns problemas, neste caso de juventude, encontro o meu país e a velha Europa com várias doenças crónicas. Algumas receio que sejam incuráveis.
Aqui pelo Burgo mais medidas contra os reformados.Será que se esqueceram que isso , para além de imoral, é incumprimento ?
Depois os funcionários públicos.É verdade que o peso do Estado é excessivo, mas a formula parece-me esquisita.
Então e o excesso de Câmaras Municipais, de freguesias, de PPP's mal renegociadas ou mal acabadas?
Pois é mais difícil, o partido, ou os partidos, ficam sem tachinhos para dar aos boys.Falta a coragem, escolhem o caminho mais fácil.
Em Bruxelas , Barroso elogia a Angela, criticando o seu próprio país, quando quinze dias antes tinha proferido afirmações contrárias. Será Alzheimer ou terá levado algum puxão de orelhas.
Os bancos , apesar da solicitação do nosso Passos, ignoram e continuam na especulação, porque dá mais lucro, ainda que seja com dinheiro do contribuinte.
França já tem saudades do Sarkozy.
A Itália põe em causa a eficiência da democracia, com um resultado eleitoral que deveria ser analisado por filósofos, psicologos, políticos e politólogos.
A velha aliada Inglaterra não atravessa um bom momento.
E a Bélgica ? Já para não falar da Espanha, da Grécia e de Chipre.
O crescimento da China e do Brasil abrandam. Os Estados Unidos produzem moeda para compor a coisa.
Será que tudo isto permitirá à rigorosa Alemanha continuar a exportar como ninguém?
Estão enganados e esquecidos.
Menos emprego gera uma diminuição do poder de compra. Menos consumo, menos importações e menos exportações, mesmo para a Alemanha.Menos industria, menos qualidade de vida, menos, menos, menos.Só menos. Esta crise vem desde meados de 2007, foi criada pelo sistema financeiro e é mantida por este. Porque será que os Bancos, sobretudo os estrangeiros, compram com avidez divida pública de países em risco de bancarrota?Porque o juro é bom e o risco é menor do que parece. Corrupção sem castigo, falta de memória, de formação adequada, de experiência de gestão tornam esta geraçaão de políticos uma vergonha , sobretudo para quem os elegeu. Que saudades de Gonzalez, de Kohl, de Miterrand, de Suarez e dessa geração de competentes Estadistas.Uns construíram com competência um projecto Europeu, os de hoje , deliberadamente , ou não, comandados pela Alemanha, ou não, só conseguem destruir riqueza, emprego, qualidade de vida, felicidade. Seremos capazes de vencer esta guerra? Preocupávamos-nos com a fome em Àfrica e sempre ajudámos e ajudamos.Muito bem. Preocupamo-nos com os direitos humanos na Síria , no Iraque de Sadam, com as guerras dos outros. E a Europa ? Também já temos problemas desses. Ninguém reparou? Ninguém quer ver?
Aqui pelo Burgo mais medidas contra os reformados.Será que se esqueceram que isso , para além de imoral, é incumprimento ?
Depois os funcionários públicos.É verdade que o peso do Estado é excessivo, mas a formula parece-me esquisita.
Então e o excesso de Câmaras Municipais, de freguesias, de PPP's mal renegociadas ou mal acabadas?
Pois é mais difícil, o partido, ou os partidos, ficam sem tachinhos para dar aos boys.Falta a coragem, escolhem o caminho mais fácil.
Em Bruxelas , Barroso elogia a Angela, criticando o seu próprio país, quando quinze dias antes tinha proferido afirmações contrárias. Será Alzheimer ou terá levado algum puxão de orelhas.
Os bancos , apesar da solicitação do nosso Passos, ignoram e continuam na especulação, porque dá mais lucro, ainda que seja com dinheiro do contribuinte.
França já tem saudades do Sarkozy.
A Itália põe em causa a eficiência da democracia, com um resultado eleitoral que deveria ser analisado por filósofos, psicologos, políticos e politólogos.
A velha aliada Inglaterra não atravessa um bom momento.
E a Bélgica ? Já para não falar da Espanha, da Grécia e de Chipre.
O crescimento da China e do Brasil abrandam. Os Estados Unidos produzem moeda para compor a coisa.
Será que tudo isto permitirá à rigorosa Alemanha continuar a exportar como ninguém?
Estão enganados e esquecidos.
Menos emprego gera uma diminuição do poder de compra. Menos consumo, menos importações e menos exportações, mesmo para a Alemanha.Menos industria, menos qualidade de vida, menos, menos, menos.Só menos. Esta crise vem desde meados de 2007, foi criada pelo sistema financeiro e é mantida por este. Porque será que os Bancos, sobretudo os estrangeiros, compram com avidez divida pública de países em risco de bancarrota?Porque o juro é bom e o risco é menor do que parece. Corrupção sem castigo, falta de memória, de formação adequada, de experiência de gestão tornam esta geraçaão de políticos uma vergonha , sobretudo para quem os elegeu. Que saudades de Gonzalez, de Kohl, de Miterrand, de Suarez e dessa geração de competentes Estadistas.Uns construíram com competência um projecto Europeu, os de hoje , deliberadamente , ou não, comandados pela Alemanha, ou não, só conseguem destruir riqueza, emprego, qualidade de vida, felicidade. Seremos capazes de vencer esta guerra? Preocupávamos-nos com a fome em Àfrica e sempre ajudámos e ajudamos.Muito bem. Preocupamo-nos com os direitos humanos na Síria , no Iraque de Sadam, com as guerras dos outros. E a Europa ? Também já temos problemas desses. Ninguém reparou? Ninguém quer ver?
Dia da Mãe
Hoje o texto é muito pessoal, por isso não vou publicar no Facebook.
Ontem celebrámos o dia da mãe.Não entendo porquê. Só a tradição e o costume o justificam.
O meu dia foi muito agradável, foi mesmo super agradável.
Cheguei do estrangeiro. Perto das 12h, tinha uma 'princesa ruiva' à minha espera, com aquele sorriso único.
Comecei a ser mimada, com um livro da Helena Sacadura Cabral , que ela , porque é atenta, sabia que eu queria ler, porque sigo ,com regularidade , o blog da autora. Melhor, vinha com uma embalagem , feita por ela. Uma bolsa de tecido plastificado, muito ao meu estilo, costurado por ela, autodidacta no uso da máquina de costura. E tinha fecho de correr e tudo, o que para quem já costurou, revela o grau de exigência que colocou na elaboração .
Andei , pela primeira vez no carro dela, com ela a conduzir e, eu que sou super ansiosa nestes cenários de filhos recém encartados a guiar, não tive medo , nem travei no espaço à frente do meu pé
ou fiz qualquer comentário. Ela guia bem e eu estou mais controlada neste tipo de reacções absurdas , mas instintivas. Chegada a casa encontrei a mesa posta, muito bem , por sinal, na varanda decorada e um churrasco , comprado e montado para o efeito. À espera estava um outro filho, o meu príncipe moreno. Mais mimos. Dois livros que adorei, um deles de uma autora da minha preferência.O menino, porque para as mães os filhos são sempre meninos,é esperto e atento.Adorei! Um pouco mais tarde chegou mais um menino.Mais um mimo. Não vá a mãe deixar cair o telemóvel, uma capa com proteção frontal e na cor perfeita. Ainda fez mais, alterou a fotografia do perfil do Facebook,para uma em que aparecemos juntos. Fomos almoçar e , como é costume neste núcleo familiar restrito , foi divertido. Os nossos almoços de Domingo são sempre muito divertidos. Como se isto tudo não bastasse, colocámos 'em cima da mesa' um projecto que entusiasmou todos. Mais importante do que as prendas, que adorei, estes momentos de alegria e partilha enchem-me de felicidade. Estes momentos são únicos e inesquecíveis. Muito obrigada meus queridos. Para mim é dia da mãe todos os dias.
Ontem celebrámos o dia da mãe.Não entendo porquê. Só a tradição e o costume o justificam.
O meu dia foi muito agradável, foi mesmo super agradável.
Cheguei do estrangeiro. Perto das 12h, tinha uma 'princesa ruiva' à minha espera, com aquele sorriso único.
Comecei a ser mimada, com um livro da Helena Sacadura Cabral , que ela , porque é atenta, sabia que eu queria ler, porque sigo ,com regularidade , o blog da autora. Melhor, vinha com uma embalagem , feita por ela. Uma bolsa de tecido plastificado, muito ao meu estilo, costurado por ela, autodidacta no uso da máquina de costura. E tinha fecho de correr e tudo, o que para quem já costurou, revela o grau de exigência que colocou na elaboração .
Andei , pela primeira vez no carro dela, com ela a conduzir e, eu que sou super ansiosa nestes cenários de filhos recém encartados a guiar, não tive medo , nem travei no espaço à frente do meu pé
ou fiz qualquer comentário. Ela guia bem e eu estou mais controlada neste tipo de reacções absurdas , mas instintivas. Chegada a casa encontrei a mesa posta, muito bem , por sinal, na varanda decorada e um churrasco , comprado e montado para o efeito. À espera estava um outro filho, o meu príncipe moreno. Mais mimos. Dois livros que adorei, um deles de uma autora da minha preferência.O menino, porque para as mães os filhos são sempre meninos,é esperto e atento.Adorei! Um pouco mais tarde chegou mais um menino.Mais um mimo. Não vá a mãe deixar cair o telemóvel, uma capa com proteção frontal e na cor perfeita. Ainda fez mais, alterou a fotografia do perfil do Facebook,para uma em que aparecemos juntos. Fomos almoçar e , como é costume neste núcleo familiar restrito , foi divertido. Os nossos almoços de Domingo são sempre muito divertidos. Como se isto tudo não bastasse, colocámos 'em cima da mesa' um projecto que entusiasmou todos. Mais importante do que as prendas, que adorei, estes momentos de alegria e partilha enchem-me de felicidade. Estes momentos são únicos e inesquecíveis. Muito obrigada meus queridos. Para mim é dia da mãe todos os dias.
sexta-feira, 3 de maio de 2013
Benefícios da distância
Por motivos profissionais e pessoais tenho estado ausente do jardim à beira mar plantado. E que bem tem feito à minha moral a distância da depressão colectiva, do pessimismo, do populismo descarado e mentiroso do PS. Acabei, ainda assim, de ler a comunicação ao País do nosso PM, que me pareceu genericamente boa. Os funcionários públicos não queriam igualdade?! Ser-lhes-à feita a vontade...
terça-feira, 16 de abril de 2013
Ainda o défice do Estado
Já falamos aqui das reduções de pessoal, serviços, autarquias e empresas públicas que são essenciais para o reequilíbrio das contas do Estado. Hoje vamos abordar as famosas PPPs. Bem sei que os contratos são blindados e que, além disso, deverão ser para cumprir e que o estado deveria ser pessoa de bem... Deveria, porque não o sendo, esta última premissa é ultrapassada por natureza. Quanto aos restantes condicionalismos, parece-me que o estado de emergência justificaria, também nesta problemática, uma actuação mais radical. Nestes termos, o que me parece que deveria ser feito seria negociar com os consórcios privados a retoma da propriedade das estradas, hospitais, etc., oferecendo-lhes como contrapartida a assumpção pelo Estado dos passivos - dentro de justos limites - em que tivessem incorrido para fazer as ditas obras, deduzidos dos valores que já receberam. Se não aceitassem, eu que até sou liberal, nacionalizava pura e simplesmente as concessões e pagava as respectivas indemnizações com títulos a 40 anos e com uma taxa de juro fixa de 1 por cento ao ano.
domingo, 14 de abril de 2013
Ainda os bancos e o crédito
A questão não é se os bancos têm dinheiro para emprestar para novos investimentos, já que os empresários deixarão de o ser rapidamente se deixarem de analisar racionalmente o enquadramento para novos investimentos. Ou seja, para essa disponibilidade não há procura. Mais importante será os bancos auxiliarem os seus clientes actuais, as empresas que ainda subsistem e são comprovadamente viáveis e não, como têm feito, serem mais um dos factores que as têm ajudado a afundar.
Os Bancos e a Economia
Parece que, finalmente, os nossos governantes descobriram a falta que faz o apoio da Banca às PME.
Sem o anunciado, em tempos, Banco de Fomento, este papel deverá ficar a cargo da CGD e de outros, que , beneficiando da ajuda do Estado, não se têm preocupado em ajudar os seus clientes.
Sempre tive a ideia de que os nossos Bancos não passam de Casas de Penhores. Mais, segundo parece , estas cumprem melhor a sua função.
Sem o anunciado, em tempos, Banco de Fomento, este papel deverá ficar a cargo da CGD e de outros, que , beneficiando da ajuda do Estado, não se têm preocupado em ajudar os seus clientes.
Sempre tive a ideia de que os nossos Bancos não passam de Casas de Penhores. Mais, segundo parece , estas cumprem melhor a sua função.
quarta-feira, 10 de abril de 2013
Ódio fraternal
Pacheco Pereira dá um belo exemplo de que o ódio aos que nos estão mais próximos é o mais extremo de todos. De facto, o seu ódio aos companheiros de partido - apenas por não seguirem a sua linha de pensamento ou não serem do seu gosto - é de tal forma intenso, que se aproxima da patologia. E tudo isto vindo de um homem supostamente inteligente, com grande cultura e formação académica acima do normal... Antes ter inimigos do que amigos destes!
segunda-feira, 8 de abril de 2013
Há alternativas?
Será que há alternativas sérias e eficazes à austeridade? Porque afinal não nos podemos esquecer que estamos inteiramente dependentes da boa vontade dos credores. Também eu estou farto da recessão em espiral... Mas tirando a inabilidade comunicacional do Governo e os atrasos numa verdadeira redução do peso da função pública - que agravará a recessão - não vejo que mais fazer. Escolher uns projectos de interesse nacional que mobilizassem estado, bancos e empresas para mostrar o caminho e animar as gentes? Falar mais sobre a luz ao fundo do túnel e menos na crise? Porque afinal uma das causas da quebra enorme de consumo também tem a ver com a falta de ânimo e confiança no futuro...
A montanha pariu ... um coelho
Estávamos todos, nos últimos dias, com a esperança de mudanças na vida do nosso país e consequentemente nas nossas.
Que a decisão do Tribunal Constitucional fosse no sentido de acabar com o confisco nas reformas de quem trabalhou e descontou durante uma vida (e só desses) concordaria e sempre a defendi, pois consubstanciava um incumprimento contratual de Estado para com os cidadãos , a quem nunca foi dada a possibilidade de escolherem a sua previdência. Ainda assim, assumiram como constitucional a taxa de solidariedade, o que me parece um contra senso.
Já no caso dos subsídios da função publica, que representam o tal corte na despesa pública que se reclama por unanimidade, resolveram considerar inconstitucional.Não vai de encontro às necessidades do país mas resolve o problema dos próprios decisores que, também eles, são funcionários públicos.
Conhecida a decisão, houve uma onda de esperança, porque somos assim e achamos que o D. Sebastião virá sempre, para nos salvar e por isso não precisamos de fazer nada.
O Governo reuniu e nada.
O Primeiro Ministro foi a Belém, talvez chorar no ombro do Presidente... e nada.Diz-se que saiu com legitimidade para governar, mas isso já tinha antes, porque tem uma maioria parlamentar.Ficou só com um problema maior para resolver a nível das contas públicas.
Também me pergunto se haverá dinheiro para pagar os retroactivos.E se não houver?
Depois vem um discurso do Primeiro Ministro que, à hora marcada (o que é raro neste país) entrou de rompante e leu, sem teleponto ( como o fazia o seu antecessor) de uma forma atabalhoada, um texto que só nos deu uma certeza. Não vamos ter mais impostos.
Mas, aumentando as comparticipações na saúde e na educação,vamos ter mais Taxas ,o que torna o efeito final muito parecido pois , na prática, ficamos com menos dinheiro. A diferença é que só pagamos se utilizarmos.
Por exemplo: se não utilizar os hospitais não paga e até pode ser que morra mais depressa, o que , no caso dos pensionistas e dos desempregados pode, no limite, traduzir-se numa diminuição da despesa pública.
E agora?, perguntamos todos.
Eu já estou como o outro , prognósticos só no fim do 'jogo'.
Agora ficamos, como já estávamos, dependentes dos senhores de Bruxelas, do FMI e ,sobretudo , da boa vontade da Alemanha.
Também ficamos a saber que o maior Partido da oposição tem um líder que só fala no dia seguinte. Deve vir aí a nossa salvação. Depois de tanta reflexão só pode sair um discurso fantástico.
O resto será com o D. Sebastião, porque nós não sabemos como agir.
Mas não é tudo mau porque temos boas estradas. Caras mas boas.
Foi o prémio da perda da nossa independência e autosuficiência (na agricultura , nas pescas, nos cereais, no leite, etc.).
Venderam o nosso país e nem demos por isso. Somos uns trouxas.
Que a decisão do Tribunal Constitucional fosse no sentido de acabar com o confisco nas reformas de quem trabalhou e descontou durante uma vida (e só desses) concordaria e sempre a defendi, pois consubstanciava um incumprimento contratual de Estado para com os cidadãos , a quem nunca foi dada a possibilidade de escolherem a sua previdência. Ainda assim, assumiram como constitucional a taxa de solidariedade, o que me parece um contra senso.
Já no caso dos subsídios da função publica, que representam o tal corte na despesa pública que se reclama por unanimidade, resolveram considerar inconstitucional.Não vai de encontro às necessidades do país mas resolve o problema dos próprios decisores que, também eles, são funcionários públicos.
Conhecida a decisão, houve uma onda de esperança, porque somos assim e achamos que o D. Sebastião virá sempre, para nos salvar e por isso não precisamos de fazer nada.
O Governo reuniu e nada.
O Primeiro Ministro foi a Belém, talvez chorar no ombro do Presidente... e nada.Diz-se que saiu com legitimidade para governar, mas isso já tinha antes, porque tem uma maioria parlamentar.Ficou só com um problema maior para resolver a nível das contas públicas.
Também me pergunto se haverá dinheiro para pagar os retroactivos.E se não houver?
Depois vem um discurso do Primeiro Ministro que, à hora marcada (o que é raro neste país) entrou de rompante e leu, sem teleponto ( como o fazia o seu antecessor) de uma forma atabalhoada, um texto que só nos deu uma certeza. Não vamos ter mais impostos.
Mas, aumentando as comparticipações na saúde e na educação,vamos ter mais Taxas ,o que torna o efeito final muito parecido pois , na prática, ficamos com menos dinheiro. A diferença é que só pagamos se utilizarmos.
Por exemplo: se não utilizar os hospitais não paga e até pode ser que morra mais depressa, o que , no caso dos pensionistas e dos desempregados pode, no limite, traduzir-se numa diminuição da despesa pública.
E agora?, perguntamos todos.
Eu já estou como o outro , prognósticos só no fim do 'jogo'.
Agora ficamos, como já estávamos, dependentes dos senhores de Bruxelas, do FMI e ,sobretudo , da boa vontade da Alemanha.
Também ficamos a saber que o maior Partido da oposição tem um líder que só fala no dia seguinte. Deve vir aí a nossa salvação. Depois de tanta reflexão só pode sair um discurso fantástico.
O resto será com o D. Sebastião, porque nós não sabemos como agir.
Mas não é tudo mau porque temos boas estradas. Caras mas boas.
Foi o prémio da perda da nossa independência e autosuficiência (na agricultura , nas pescas, nos cereais, no leite, etc.).
Venderam o nosso país e nem demos por isso. Somos uns trouxas.
sábado, 6 de abril de 2013
Agora prefiro ler
No fundo sempre tive um bocadinho de inveja dos meus pais e dos meus avós, por terem vivido em épocas em que a história se fez de uma maneira tão intensa. Eu adoro história.
Hoje e ontem, garanto-vos, assistimos à história a fazer-se na primeira fila. A verdade é que boa ou má, é incrível a sensação que temos quando assistimos a tantas decisões tão importantes (ainda que postas nas mãos de indivíduos incapazes de as tomar).
Traz-me serenidade pensar que um dia, estas decisões que agora trazem medo e incerteza a todos, não vão passar de páginas em livros que os nossos filhos vão querer ler. Ainda que nessa altura os filhos sejam menos, porque não conseguimos criar a estabilidade económica devida ou desejada.
É estranha a maneira como a possibilidade de continuidade acalma o ser humano.
Lembro-me de ter inveja de não ter assistido ao 25 de Abril ou ter vivido no tempo dos reis... Infelizmente agora sei que ler é melhor que ver, traz menos inquietações.
Mariana
Publicada por
Mariana Nunes
à(s)
sábado, abril 06, 2013
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Passos vai a Belém
Os Juízes do Tribunal Constitucional prestaram um mau serviço ao país ou terão provocado, ainda que sem querer, uma oportunidade.
O nosso primeiro sempre disse que o desemprego é uma oportunidade.Será que vai experimentar?
Agora temos outro problema. Será que o nosso Presidente tem capacidade para gerir uma crise destas?
Será que o vai convidar para formar governo, de novo?
Não faz sentido.Bastava remodelar.
Será que Passos só lhe vai pedir as responsabilidades que sempre lhe imputou?Ele também pediu a inconstitucionalidade de algumas normas.
Poderá haver um Governo de iniciativa Presidencial?
E com quem? Vitor Bento, Rui Rio?
E o partido será capaz de resolver esta questão?
Continuará a coligação?
Há duas coisas que não quero:
-Eleições antecipadas. O to zé é muito pior e não está garantido que consiga formar Governo;
-Mais impostos.Isso não aguentamos.Vamos parar esta loucura.
Acho que a despesa pública se vai reduzir ,por natureza, se não vier mais dinheiro.
Mataram milhares de empresas, pararam a economia, criaram desemprego. Só se enganaram porque nós não correspondemos.Eles nunca se enganaram ,pelo menos nunca o admitiram.
Agora fogem?
Segunda feira estamos todos mais pobres.Essa é a única certeza que temos nese momento .
Juizes e função pública
Por mais que se diga que os juízes fazem parte de um orgão de soberania, a verdade é que para todos os efeitos são funcionários públicos pagos pelos nossos impostos. Assim sendo, ontem os juízes do Tribunal Constitucional julgaram em causa própria, sendo a este respeito sintomático que achassem de acordo com o princípio da igualdade o confisco aos reformados, mas já não achassem o mesmo relativamente a tudo o que tinha a ver com reduções no vencimento anual dos funcionários públicos.
É o país que temos e que somos! Mas as crises também são oportunidades. Talvez o Governo faça agora o que já deveria ter feito no início: despedir os funcionários públicos a mais, começando pelos juízes do tribunal constitucional. Se a interpretação da Constituição chegou a isto, então é nomear outros que considerem que o estado de necessidade e a impossibilidade absoluta de ter meios para aguentar esta situação, justificam a constitucionalidade do despedimento de funcionários públicos.
É o país que temos e que somos! Mas as crises também são oportunidades. Talvez o Governo faça agora o que já deveria ter feito no início: despedir os funcionários públicos a mais, começando pelos juízes do tribunal constitucional. Se a interpretação da Constituição chegou a isto, então é nomear outros que considerem que o estado de necessidade e a impossibilidade absoluta de ter meios para aguentar esta situação, justificam a constitucionalidade do despedimento de funcionários públicos.
sexta-feira, 5 de abril de 2013
O TC tratou sobretudo dos funcionários públicos
Trataram dos seus subsídios .
A taxa de solidariedade fica, para os privados e os pensionistas.
Julgaram em causa própria e saem directamente beneficiados.
Será licito?
Não alterem a constituição e depois queixem- se!
Mais um escândalo. Os reformados e os privados que suportem isto tudo.
O que era suposto seria cortar na despesa do Estado?
Não será melhor menos Estado e melhor Estado?
A taxa de solidariedade fica, para os privados e os pensionistas.
Julgaram em causa própria e saem directamente beneficiados.
Será licito?
Não alterem a constituição e depois queixem- se!
Mais um escândalo. Os reformados e os privados que suportem isto tudo.
O que era suposto seria cortar na despesa do Estado?
Não será melhor menos Estado e melhor Estado?
O atraso dos Juízes do TC
Estamos todos aqui em frente da televisão, à espera das excelências.
Se não tinham a certeza da hora não a comunicavam.
São vedetas de Reality Show? Tantas cautelas com o fecho das Bolsas, porquê?
Alguém acha que vai mudar alguma coisa, para além do aumento do buraco nas contas públicas?
Mas isso já não é notícia.. Estamos acostumados.
Amanhã fica tudo na mesma. Mais austeridade não pode haver, mais impostos também não.
Fica mais divida e durante mais anos.
Jovens , vão procurar futuro enquanto por aqui o futuro não vai melhorar, já que o conforto de que, ainda desfrutam não vos sugere outra atitude.
Se não tinham a certeza da hora não a comunicavam.
São vedetas de Reality Show? Tantas cautelas com o fecho das Bolsas, porquê?
Alguém acha que vai mudar alguma coisa, para além do aumento do buraco nas contas públicas?
Mas isso já não é notícia.. Estamos acostumados.
Amanhã fica tudo na mesma. Mais austeridade não pode haver, mais impostos também não.
Fica mais divida e durante mais anos.
Jovens , vão procurar futuro enquanto por aqui o futuro não vai melhorar, já que o conforto de que, ainda desfrutam não vos sugere outra atitude.
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