sábado, 16 de março de 2013

Ainda em relação ao Papa

Afinal, está explicado. O Francisco que inspirou a escolha do nome foi o de Assis .
Agora que se aspire uma igreja pobre , para os pobres...
Não são todos filhos de Deus.
Que a Igreja se despoje dos luxos é louvável .Que ajude os mais carenciados, muito bem!
No entanto , quer seja rico ou pobre , todo o católico deve ter direito ao mesmo apoio, ainda que de naturezas diferentes. Gostei da forma , simples e simpática , como se dirigiu aos jornalistas.

quinta-feira, 14 de março de 2013

O Jesuíta Francisco

Temos um novo Papa.
Não sabemos se o nome escolhido é alusivo a Francisco de Assis ou a Francisco Xavier. O significado é bem diferente. O missionário ou o 'revolucionário' do séc. XII, amante da simplicidade e da pobreza. Postura muito diferente da que vemos na Igreja actual, cheia de riqueza, de bancos duvidosos e com um uso abusivo de paramentos, sobretudo em Roma.
É a favor do celibato e contra o uso do preservativo, ainda que para prevenir a sida.
Intolerante em relação aos Gays.
Eng. Químico de formação , como homem da ciência, não se compreende algum conservadorismo.Só foi ordenado com 33 anos. Envolveu-se na política do seu país e consta que esteve relacionado com o desaparecimento de dois padres.Também há quem o associe a um político duvidoso, que terá sido responsável pelo desaparecimento de crianças.
O Mundo está cheio de fé na mudança. Eu estou céptica .
Mais uma vez escolheram um Papa velho, de 76 anos. Ainda por cima, segundo li no Publico, sem um pulmão, que terá perdido numa doença respiratória grave, na juventude.
Terá a força necessária, durante o tempo necessário, para fazer as reformas necessárias?
Terá sido porque os Cardeais gostam de Conclaves frequentes?
É verdade que o achei simpático e mais descontraído , mas isso não é suficiente para mudar a cúria , controlar a 'máfia' dos banqueiros, combater algum poder da Opus Dei, acabar com a história da pedofilia , tornar a Igreja mais comedida nos luxos .
Esta é uma visão agnóstica. Espero que com a fé dos crentes a coisa corra bem.
Os Argentinos, esses estão delirantes. Só lhes faltava um Papa. Os outros povos da América Latina , que não gostam da sobranceria, ou mesmo vaidade , dos compatriotas do Papa, devem estar menos contentes.
O Presidente Obama diz que é o Papa das Américas. Provavelmente porque não sabe que é filho de pai e mãe Italianos, portanto o menos Argentino possível.
Enfim, não quero estragar o momento, mas é excessiva e prematura tanta expectativa .

quarta-feira, 6 de março de 2013

O mito de Chavez

Já sabemos que depois de mortos somos todos bons, para não dizer uns santos. Mas aflige-me assistir ao branqueamento da figura do ditador Chavez. Este senhor, recorrendo à força e a truques que se usaram na Europa nos anos trinta - referendar a ditadura - utilizou as forças armadas - de onde provinha - e um populismo primário para se perpetuar no poder. No caminho destruiu a frágil economia venezuelana, tentou acabar com a classe média e criou uma nova oligarquia. Para já não falar nas ridículas tentativas de ingerência noutros países da América latina para disseminar a "revolução bolivariana". Nacionalizou, entre outros, bancos e o sector petrolífero, fechou orgãos de informação que se lhe opunham, institucionalizou a miséria e o assistencialismo estatal. A verdade é que a Venezuela nunca produziu tão pouco petróleo como agora, apesar de a sua sobrevivência depender inteiramente desta matéria-prima. Deixou, sem dúvida, a sua marca mas, infelizmente para os venezuelanos, a herança que fica é pesadíssima.

terça-feira, 5 de março de 2013

O Tempo de Sua Excelência o Ministro Gaspar

O Ministro Gaspar acha que 15 anos é muito tempo.
Sabe que precisa de tempo, mas talvez de 5 ou 10 anos!?
Sua excelência ,o Sr. Ministro , não sabe que não tem tempo?

O desemprego é muito mais do que imagina ou divulga, com os inerentes custos sociais, de despesa e políticos.
A riqueza que se perde todos os dias no nosso país, com o fecho de empresas de todos os sectores, é perda de receita e levará gerações a recuperar.
O corte nas pensões, e estou a falar daqueles que descontaram  uma vida, não dos políticos ou dos banqueiros , é incumprimento de um contrato, sendo a usurpação desse dinheiro criminosa.
Mas Sua Excelência não sabe o que é gerir uma empresa , pagar salários, criar riqueza. Só sabe que a sua folha de calculo deve dar o número que a Troika quer, custe o que custar, a quem custar, porque a si não custa nada.
Mas, com esta perda de riqueza e de receita o seu 'excel' nunca vai dar o número que precisa.Ainda não percebeu isso?

Tem que ser mais ambicioso e mais combativo.Tem que querer mais tempo, mais e melhor economia e convencer a Europa , que caminha pelo mesmo trilho, que a única solução é essa.Resumindo, para além de bom aluno , deve ser bom a convencer e a 'vender'.Se acha que não consegue deve desistir.

domingo, 3 de março de 2013

Dívida do estado e Europa

Pelo caminho que as coisas estão a levar, parece cada vez mais claro que Portugal apenas conseguirá resolver o seu problema da dívida externa com a ajuda da Europa do euro. Parece cada vez mais óbvio que a dívida de todos os estados do euro terá que ser consolidada e gerida como uma só. A salvação e a credibilidade do euro dependem desta decisão. É claro que a consequência lógica será a perda de soberania relativamente ao orçamento e à sua gestão. Os países do norte não permitirão, em troca da ajuda, mais desmandos aos países do sul. Mas será que este preço a pagar será assim tão mau? Não teria sido melhor para este país já estar a ser gerido pelo rigor germânico há 20 anos?

sexta-feira, 1 de março de 2013

Os mais recentes meios tecnológicos de informação e comunicação representam novas oportunidades numa sociedade global ou um cada vez maior isolamento do indivíduo?


Vivemos na era da informação. O mundo é verdadeiramente uma aldeia global.
É inegável esta realidade, em que as pessoas aparentemente não convivem tanto, ausentando-se da esfera pública e despendendo mais tempo à frente do seu computador e televisão. Mas não podemos esquecer, que esses mesmos ecrãs as colocam em contacto com o mundo, ultrapassando todas as barreiras naturais e ideológicas.
O audiovisual está por todo o lado, há que tomar conhecimento das suas potencialidades, e explorá-las, em vez de assistir passivamente. Que a expansão por estes meios gerada, alimente a criatividade e conduza ao desenvolvimento.
Numa época em que informação é poder, este enganador desligar da sociedade, não passa disso mesmo. Hoje, mais do que nunca, as pessoas tem uma ligação ao exterior como nunca houve antes na história.
Só graças à difusão dos mais variados referentes culturais, e ao confronto das diferentes identidades nacionais que estes meios permitem, é que se explica que presentemente seja possível testemunhar uma tremenda multiculturalidade, neste cada vez mais pequeno mundo em que habitamos.
Este afunilar do planeta, ligado por ecrãs, só vem contradizer a teoria que a tecnologia isola as pessoas. Como provas do contrário, temos vários aspectos que à primeira vista pode parecer que nada tem a ver. Fenómenos como a expansão do fado além fronteiras, a moda da comida japonesa ou a vinda de milhares de estrangeiros anualmente para jogar golfe, fazer surf ou ir a praia, há alguns anos eram impensáveis. Actualmente, nem nos passa pela cabeça que possa ser de outra maneira, já se tornou hábito, mas tal não teria sido possível sem a forte contribuição dos meios de comunicação.
Se antes tínhamos as pessoas reunidas em grupo nos espaços públicos, hoje estas optam por contactar com o mundo, aproximando as diferentes regiões do globo, tomando conhecimento das diversas práticas e costumes.
Assistimos a um quebrar das fronteiras, e ao acentuar duma aparente liberdade de circulação da informação. Porque é que, é ainda apenas aparente e não total esta liberdade? A resposta, é muito mais simples do que parece. Algumas pessoas ou instituições só dizem o que querem, outras, por sua vez, só ouvem o que lhes convém.
Porque é que tal situação se verifica? Temos vários motivos, desde a ignorância às pressões exteriores das mais variadas ordens. Por isso, para entendermos uma mensagem não podemos apenas concentrar-nos no seu conteúdo, temos também que levar em conta o contexto em que esta se insere. E como os diferentes factores se encontram interligados através dos vários meios de comunicação, temos aqui mais uma prova bastante forte de que o audiovisual não contribuiu para o isolamento do individuo, mas sim ajuda a encurtar distâncias e aproximar os diferentes pontos do globo. 

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Grandola Vila Morena

Nos últimos dias somos confrontados com cânticos , em jeito de protesto.
Tenho muitas dúvidas se os que hoje a cantam saibam para que serviu.
Não foi a canção que fez a Revolução. Ela apenas serviu , como código, num determinado momento  em que um grupo de capitães , ajudados por um ou outro oficial superior, avançavam para um golpe militar.
A principal razão desse golpe tinha a ver com a sua carreira e com a guerra de África.
Não foram movidos  somente por uma vontade de libertar o povo de muitos anos de fascismo e obscurantismo, como depois se tentou 'vender' ao povo.
É verdade que o regime, embora com Marcelo Caetano estivesse a evidenciar alguma abertura, era retrogrado, controlador, com censura e falta de liberdade de expressão. No entanto , fascismo é outra coisa.
Mas voltando à canção e aos cantores, não pensem que basta cantar, mesmo que seja Zeca Afonso, José Mário Branco, Sérgio Godinho , ou outros. A canção não libertou o país do regime. Quem o fez foi um grupo organizado, com um propósito corporativo.
Enganam-se e perdem tempo , arrisco mesmo dizer que fazem fraca figura, se continuarem com esta música.
O que o país precisa é de debate de ideias, de envolvimento dos melhores na política e na gestão pública, sem confrontos nem tensões sociais.Sem promover a inveja e a luta de classes.
Ganhámos a liberdade e a liberdade de expressão mas deixamos de nos expressar, de nos envolver, de saber contribuir para a sociedade em que queremos viver e que ansiamos que melhore.
Em resumo, não vamos lá com cantigas.
Cantigas e flores , sozinhas, não fazem as mudanças.