domingo, 27 de janeiro de 2013

Sporting

Sempre nos foi dito que o futebol era um bom escape para as dificuldades que a vida nos apresenta. E era o que devia ser. Infelizmente para nós sportinguistas, já nem o futebol nos ajuda a esquecer. Antes pelo contrário, acentua os sintomas de descrença e tristeza, já que o Sporting se tornou num espelho perfeito do país. Vem tudo isto a propósito de mais um mau resultado, em casa contra o Guimarães. A equipa está melhor, joga um pouco mais, mereceu até ganhar, mas... As deficiências estruturais, o excesso de défice financeiro e a falta de liderança continuam a ser demasiado marcantes. Faz lembrar outra realidade, não faz?

Hitler, 80 anos depois...

Como um cabo Austríaco chegou ao poder,
O desemprego, a pobreza , as imposições dos credores internacionais e uma série de infelizes coincidências fizeram da Alemanha um país totalitário e colocaram o Mundo em sobressalto.
Com uma maioria eleitoral, ainda que não tenha sido absoluta , chegou ao poder e foi responsável por uma das épocas mais negras da História Universal.
Porque a História , muitas vezes , se repete, tenham os líderes actuais o descernimento e retirem as devidas ilações .
Em muitos pontos existem semelhanças no período actual. Sinistras semelhanças.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

O tempo pergunta ao tempo ....

É mais ou menos assim:
' O tempo pergunta ao tempo, quanto tempo o tempo tem e o tempo responde ao tempo, que o tempo tem tanto tempo, quanto tempo o tempo tem'.
Tempo é uma ilusão . Ou será uma ficção ?
Não tenho tempo, preciso de mais tempo... Aqui é uma desculpa!
Tempos difíceis , mau tempo...  aqui há contrariedades!
Quanto tempo tem, todo o tempo do Mundo, ficção, de novo.
O tempo não ajuda. E quem ajuda?
Coitado do tempo.
Por agora chega.Vou usar o tempo que me resta para fazer qualquer coisa que não seja só falar do tempo.

Os políticos

São maus e muitos são desonestos. Todos, de todos os quadrantes políticos. Infelizmente a política tem sido uma forma de atingir rapidamente os objectivos de muitos, sem que para tal tivessem qualidade, seriedade, experiência. Em todas as gerações os melhores nunca escolheram este caminho. E este é verdadeiramente o problema. É que todos aqueles que poderiam ter barrado o acesso à actividade que deveria ser a mais nobre de todas, se demitiram dessa responsabilidade. Pelos mais variados motivos, todos atendíveis e aceitáveis. Mas a verdade é que todos, por omissão, contribuimos para a mediocridade com que fomos (des)governados nos últimos trinta e tal anos.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Portugal foi aos mercados e o Tó Zé está baralhado

Portugal foi aos mercados com muito sucesso.
É bom, mas não deve servir para travar as reformas, imprescindíveis.
Os bancos, sem dinheiro para apoiar a economia, vão agora apoiar mais a economia?
O Tó Zé , que não tem jeito para a função e a memória também não o ajuda, diz que já tinha dito antes que devíamos negociar os prazos.Livrem-nos de o ter a governar.
O Paulo, que tem mais noção, agradece aos Portugueses pelos esforços que o possibilitaram.Mas ele até foi contra muitas das medidas.
Resta-me dizer que se isto foi estratégia, foi bem esgalhada. Mas, por favor, não se deslumbrem.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Acerca da reforma do Estado

A primeira das reformas tem que ser de mentalidade e na relação que se estabelece entre o estado e os cidadãos. De facto, o comportamento do nosso estado ainda continua a ser o mesmo que foi introduzido no salazarismo: desconfiança do cidadão - quem não se lembra de ter que fazer pagamentos às finanças com cheque visado -  o estado é que é pessoa de bem, como pontos de partida. Como se o estado fosse um bem em si mesmo, que se auto-alimenta e que perdeu de vista porque é que existe. E esta postura nunca foi alterada, nem sequer abordada, por nenhum dos grandes líderes democráticos que nos têm governado ( Soares, Cavaco, Guterres, etc.).
O cidadão tem que começar a ser tratado como consumidor, a razão da existência do estado. Os verdadeiros donos do estado somos todos nós e não os seus agentes. A relação futura tem que se basear na confiança, no serviço e na responsabilização de cada um. Sem paternalismos. É claro que tal implicará uma maior exigência de civismo a cada um de nós.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Mitos sobre o povo português

É voz corrente que o povo português é hospitaleiro, pacífico, enfim um bom povo. O que nunca se diz é que também é um povo mesquinho, invejoso e acomodado. Que tende a nivelar tudo por baixo, na perspectiva de que se ele não tem, então ninguém pode ter. E, infelizmente, muitos dos que não são assim acabam por emigrar. E tudo isto foi agravado pelos desmandos pós-revolucionários que inculcaram nas gentes os famosos direitos, sem nunca se referirem os correspondentes deveres. Daí a falta de civismo aqui reinante.