Dilma está out! Pelo menos por 6 meses.
Após uma sessão de mais de 20 horas, o senado brasileiro confirmou a suspensão de mandato de Dilma Roussef, por um período mínimo de 180 dias.
Depois da sessão da câmara dos deputados, do passado dia 17 de Abril, ter terminado com 367 votos a favor e 137 contra o impeachment da presidente, ontem e hoje, 55 em 77 senadores consideraram-na responsável pelos crimes que lhe são imputados, aprovando por isso o processo de destituição, para que seja julgada.
A presidente é acusada de assinar decretos a permitir o aumento da despesa, o que não estava contemplado no orçamento, nem aprovado pelo congresso. Para além disso, é ainda acusada de ter recorrido a alguns esquemas que permitissem melhorar as contas públicas.
O seu substituto, o actual vice-presidente e líder do PMDB, Michel Temer, irá realizar, esta tarde, uma comunicação à nação, que servirá para apresentar o seu governo. Antes disso, espera-se uma última declaração por parte de Dilma Roussef.
É importante recordar que, caso seja absolvida, retomará o seu mandato até Dezembro de 2018. Já se acontecer ser condenada, não poderá candidatar-se a cargos políticos durante 8 anos.
Para que se dê o seu afastamento em definitivo, é necessário que, após a recolha e análise das provas, o parecer apresentado pelo Senado, no sentido de destituir a presidente, seja aprovado por pelo menos dois terços dos senadores. Neste momento, a data desse julgamento é ainda desconhecida.
No meio disto tudo, causa alguma estranheza o que o presidente do Senado, Renan Calheiros, confirmou. Que sentido faz que Dilma mantenha o seu salário de quase 30 mil reais e continue a usufruir da residência oficial da presidência, bem como da segurança, transportes e assistência médica?
Quer dizer, deixa de trabalhar mas as regalias ficam lá todas na mesma. Faz lembrar outras pessoas. Que tristeza!